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Como calcular a capacidade produtiva de uma fábrica antes de investir em equipamentos?

Antes de investir em máquinas e equipamentos, uma indústria precisa entender quanto pretende produzir e qual estrutura será necessária para atender essa demanda. A definição da capacidade produtiva é uma das etapas mais importantes do planejamento de uma fábrica, pois influencia diretamente a escolha dos equipamentos, o tamanho da área produtiva, o número de funcionários, os custos de implantação e a possibilidade de expansão.

Investir sem realizar esse planejamento pode levar à compra de equipamentos com capacidade muito acima da necessidade da empresa ou, no sentido contrário, à implantação de uma estrutura incapaz de atender à produção desejada. Por isso, o dimensionamento da capacidade produtiva deve ser realizado antes da aquisição dos equipamentos e, preferencialmente, integrado ao projeto da fábrica.

O que é capacidade produtiva?

A capacidade produtiva representa a quantidade de produtos que uma indústria consegue fabricar em determinado período, considerando os recursos disponíveis e as condições de operação. Dependendo do tipo de indústria, ela pode ser expressa em unidades por hora, litros por dia, quilogramas por turno ou toneladas por mês, por exemplo.

Entretanto, a capacidade produtiva não deve ser determinada apenas pela capacidade nominal informada pelo fabricante de uma máquina. É necessário considerar o funcionamento de todo o processo produtivo, incluindo o tempo disponível para produção, paradas, limpeza, manutenção, trocas de produtos, perdas e limitações existentes entre as diferentes etapas.

Comece pela demanda de produção

O primeiro passo para calcular a capacidade necessária é estimar a demanda de produção. A empresa precisa entender quanto pretende vender ou produzir em determinado período e transformar essa informação em uma necessidade de produção diária e horária.

Por exemplo, imagine uma indústria que pretende produzir 30.000 unidades por mês e trabalhar 20 dias. Nesse caso, será necessário produzir, em média, 1.500 unidades por dia. Considerando um turno de oito horas, a necessidade seria de aproximadamente 188 unidades por hora.

Esse é apenas um cálculo inicial. Na prática, parte das oito horas do turno pode ser utilizada para atividades que não correspondem diretamente à produção, como limpeza, preparação dos equipamentos, ajustes e manutenção. Por isso, é necessário trabalhar com o tempo efetivamente disponível para produção.

Considere o tempo real de operação

Uma fábrica pode ter oito horas de funcionamento por turno, mas isso não significa que os equipamentos estarão produzindo durante todo esse período.

Limpezas, sanitização, manutenção, preparação de matérias-primas, ajustes e trocas entre produtos podem reduzir significativamente o tempo disponível. Quanto maior for a variedade de produtos fabricados, maior pode ser o impacto dessas atividades sobre a capacidade real.

Por isso, o cálculo deve considerar a diferença entre a capacidade teórica e a capacidade efetiva. A capacidade teórica representa o que poderia ser produzido em condições ideais, enquanto a capacidade efetiva considera as condições reais de funcionamento da indústria.

Essa diferença é importante para evitar que a empresa compre equipamentos considerando uma produção que dificilmente será alcançada na rotina.

Analise o processo produtivo completo

Outro ponto fundamental é avaliar todas as etapas do processo. A capacidade de uma fábrica não é determinada necessariamente pelo equipamento com maior produtividade, mas pela relação entre todas as operações envolvidas.

Imagine uma linha composta por preparação, processamento, resfriamento, envase e embalagem. Se o processamento consegue trabalhar com 800 kg por hora, mas o equipamento de envase suporta apenas 500 kg por hora, a capacidade da linha estará limitada pelo envase.

Nesse caso, o envase representa um gargalo de produção. Mesmo que os demais equipamentos tenham capacidade superior, não será possível obter uma produção de 800 kg por hora sem modificar essa etapa.

Por isso, o dimensionamento dos equipamentos deve considerar o equilíbrio entre as diferentes operações. Comprar uma máquina com grande capacidade pode não trazer benefícios se outra etapa do processo não conseguir acompanhar seu ritmo.

Considere a produção por lotes

Em muitas indústrias, a produção ocorre por bateladas ou lotes, e não de forma contínua. Nesses casos, é necessário avaliar não apenas a capacidade do equipamento, mas também o tempo necessário para completar cada ciclo.

Um tanque, por exemplo, pode ter capacidade para processar 2.000 litros por lote. Se cada ciclo completo, incluindo carregamento, processamento e descarregamento, levar quatro horas, a capacidade média será de aproximadamente 500 litros por hora.

Dessa forma, o tamanho do equipamento não é suficiente para determinar a capacidade da fábrica. É necessário considerar o tempo de ciclo, a quantidade de lotes que podem ser realizados durante o turno e o tempo necessário entre uma operação e outra.

Considere as perdas do processo

As perdas de produção também precisam fazer parte do cálculo. Dependendo do processo, podem ocorrer perdas durante transferências, filtração, processamento, envase, armazenamento ou devido à geração de resíduos.

Se uma empresa precisa disponibilizar 10.000 kg de produto acabado, mas seu processo apresenta perdas médias de 5%, será necessário processar uma quantidade maior de matéria-prima para alcançar o volume final desejado.

Ignorar essas perdas pode fazer com que a capacidade projetada seja inferior à necessidade real da empresa. Por isso, o cálculo deve considerar o rendimento do processo e as perdas esperadas em cada etapa.

Avalie o mix de produtos

Quando uma fábrica produz diferentes produtos, o cálculo da capacidade se torna ainda mais importante. Produtos distintos podem apresentar tempos de processamento diferentes, utilizar equipamentos em comum ou exigir operações específicas.

Por isso, é necessário avaliar o mix de produção e determinar quanto tempo cada produto ocupará os equipamentos. Uma indústria pode ter capacidade suficiente para produzir um determinado volume de um único produto, mas apresentar limitações quando vários produtos precisam compartilhar a mesma linha.

A análise do mix também permite identificar a necessidade de equipamentos adicionais, mudanças no planejamento da produção ou até mesmo a utilização de diferentes turnos.

Planeje o crescimento da indústria

Outro cuidado importante é não dimensionar uma fábrica exclusivamente com base na demanda atual. Se a empresa possui planos de crescimento, isso deve ser considerado no planejamento.

Entretanto, isso não significa necessariamente adquirir equipamentos muito maiores desde o início. Dependendo do projeto, pode ser mais interessante dimensionar a estrutura inicial para a demanda prevista e deixar espaço para futuras expansões.

Essa estratégia pode permitir que a empresa comece com um investimento compatível com sua realidade e aumente a capacidade conforme o mercado e as vendas evoluam.

Capacidade produtiva e projeto da fábrica

A definição da capacidade produtiva influencia muito mais do que a escolha das máquinas. Ela também está relacionada ao layout da fábrica, às áreas de armazenamento, aos fluxos de pessoas e materiais, às utilidades e à infraestrutura necessária para a operação.

Uma fábrica com maior capacidade pode demandar mais espaço para matérias-primas e produtos acabados, maior disponibilidade de água e energia, equipamentos auxiliares maiores e estruturas adequadas para movimentação e armazenamento.

Por isso, capacidade, equipamentos, processo e layout devem ser planejados de forma integrada.

O que acontece quando a capacidade é mal dimensionada?

Um dimensionamento inadequado pode gerar diferentes problemas para a indústria. Quando os equipamentos são superdimensionados, parte da capacidade instalada pode permanecer ociosa, aumentando o investimento inicial e os custos associados à operação e manutenção.

Por outro lado, quando os equipamentos são subdimensionados, podem surgir gargalos, atrasos, horas extras, dificuldades para atender aos pedidos e necessidade de realizar novos investimentos antes do planejado.

Além disso, erros no dimensionamento podem comprometer o espaço físico, o fluxo de produção e a própria possibilidade de expansão da fábrica.

Por isso, conhecer a capacidade necessária antes de investir permite tomar decisões mais fundamentadas e reduzir os riscos relacionados à implantação.

Como definir a capacidade adequada?

Não existe uma capacidade ideal que possa ser aplicada a todas as indústrias. O dimensionamento depende da demanda prevista, características do produto, processo produtivo, tempo de operação, rendimento, mix de produtos, equipamentos disponíveis e perspectivas de crescimento.

O mais importante é analisar essas variáveis em conjunto e estabelecer cenários de produção. A partir deles, é possível comparar diferentes alternativas de equipamentos e estruturas, considerando não apenas o investimento inicial, mas também os custos de operação e a possibilidade de expansão.

Essa análise permite encontrar um equilíbrio entre a capacidade necessária e o investimento que a empresa está preparada para realizar.

Planeje antes de investir

A compra de equipamentos é uma das decisões mais importantes durante a implantação ou expansão de uma indústria. Por isso, deve ser realizada somente depois de compreender quanto a fábrica precisa produzir, como o processo será executado e qual estrutura será necessária.

Um projeto de fábrica permite integrar essas informações e avaliar o dimensionamento dos equipamentos, a capacidade produtiva, o layout, os fluxos, as áreas necessárias e os requisitos para a implantação da unidade.

Com um planejamento adequado, a empresa reduz o risco de investir em equipamentos inadequados e aumenta as possibilidades de construir uma operação compatível com suas necessidades atuais e futuras.

Conte com a Lignum para planejar sua fábrica

Está planejando abrir uma fábrica, ampliar sua produção ou investir em novos equipamentos? Antes de realizar grandes investimentos, é importante entender qual capacidade sua indústria realmente precisa e como estruturar o processo produtivo.

A Lignum Consultoria e Engenharia atua no planejamento e projeto de fábricas, auxiliando empresas no dimensionamento da capacidade produtiva, definição de equipamentos, organização do layout e planejamento da estrutura necessária para a implantação ou expansão industrial.

Antes de comprar equipamentos, planeje. Antes de investir, dimensione. Entre em contato com a Lignum e conte com uma equipe especializada para transformar seu projeto industrial em uma estrutura planejada para produzir e crescer.

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Programa de Autocontrole na Indústria de Alimentos: Esclarecendo as Dúvidas Mais Comuns.

Quando falamos sobre segurança alimentar, nos referimos à ideia de um alimento que foi produzido sob as boas práticas de fabricação e, portanto, seja livre de qualquer tipo de contaminação que possa causar danos aos consumidores. É dentro desse contexto que surgiu o Programa de Autocontrole (PAC), que visa estabelecer de forma descritiva um conjunto de práticas que devem ser estabelecidas e monitoradas pelo fabricante para a produção de alimentos seguros e de qualidade. Entretanto, vale ressaltar que, além de garantir a segurança alimentar, o PAC é uma ferramenta de gerenciamento que proporciona às empresas o controle de toda a cadeia produtiva e otimiza os custos de produção. Neste artigo, abordaremos algumas das perguntas mais comuns sobre o Programa de Autocontrole (PAC) na indústria de alimentos.

1.  O que é o PAC e por que é importante?

O Programa de Autocontrole na Indústria de Alimentos (PAC) é definido pelo Decreto n° 9013, de 29 de março de 2017 (MAPA), como “programas desenvolvidos, procedimentos descritos, desenvolvidos, implantados, monitorados e verificados pelo estabelecimento, com vistas a assegurar a inocuidade, a identidade, a qualidade e a integridade dos seus produtos, que incluam, mas que não se limitem aos programas de pré-requisitos, BPF, PPHO e APPCC ou a programas equivalentes reconhecidos pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento“. Portanto, o PAC é importante porque auxilia no gerenciamento produtivo, englobando os registros e a verificação de processos realizados nas etapas de produção, o que também facilita o serviço de fiscalização feito pelos Serviços Oficiais.

2.  Existe um modelo padrão de PAC para todas as empresas?

Não, não existe um modelo único de PAC que sirva para todas as empresas. Cada empresa deve desenvolver seu próprio programa de autocontrole com base nas especificidades de seus processos de produção e nas regulamentações que se aplicam a ela. Isso significa que o PAC deve ser personalizado para se adequar às operações de cada empresa.

3.  Como os fiscais analisam os programas de autocontrole durante as fiscalizações?

Durante as fiscalizações, os fiscais analisam se o Programa de Autocontrole da empresa está em conformidade com as regulamentações governamentais. Eles verificam se o que está descrito no programa está sendo seguido na prática. Por exemplo, se a empresa descreve um procedimento para a higienização de equipamentos, os fiscais verificarão se esse procedimento está sendo seguido rigorosamente e se os registros estão sendo mantidos adequadamente.

4.  Quais são as principais legislações relacionadas ao PAC?

Existem várias legislações relevantes para o PAC na indústria de alimentos, incluindo:

·         Decreto 9013, de 29 de março de 2017 (MAPA) – Regulamento de inspeção industrial e sanitária de produtos de origem animal.

·         Portaria nº 368, de 04 de setembro de 1997 (MAPA) – Regulamento Técnico sobre as Condições Higiênico-Sanitárias e de Boas Práticas de Fabricação para Estabelecimentos Elaboradores Industrializadores de Alimentos.

·         Portaria nº 46, de 10 de fevereiro de 1998 (MAPA) – Estabelece a obrigatoriedade da implantação de Sistema de Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle nos estabelecimentos com SIF.

5.  Quais são as vantagens de ter um PAC bem estabelecido?

Um PAC bem estabelecido oferece diversas vantagens, incluindo: Garantia da segurança dos alimentos produzidos. Cumprimento das regulamentações governamentais. Melhoria da qualidade dos produtos. Redução de riscos de contaminação. Reforço da confiança do consumidor na marca. Gestão de controle e registro da produção.

6.  Como manter o PAC atualizado?

O PAC deve ser dinâmico e estar sob o domínio de todos os colaboradores da empresa. Ele deve ser continuamente atualizado à medida que novos processos são introduzidos ou ocorrem alterações na produção. Monitoramento e verificação constantes são essenciais para garantir que o PAC permaneça eficaz.

7.  Como a Lignum Consultoria e Engenharia pode ajudar na implementação do PAC?

A Lignum Consultoria e Engenharia tem ampla experiência em auxiliar empresas na implementação de programas de autocontrole que atendam às regulamentações e melhorem os processos produtivos. Nossos especialistas podem oferecer orientação personalizada para garantir a conformidade e o aprimoramento dos procedimentos. Portanto, o Programa de Autocontrole na Indústria de Alimentos é um componente vital para garantir que os alimentos que consumimos sejam seguros e de alta qualidade. Personalizado para atender às necessidades de cada empresa e em conformidade com a legislação relevante, o PAC desempenha um papel fundamental na manutenção da integridade da indústria de alimentos. Se você precisa de assistência na implementação do PAC ou tem mais perguntas, a equipe da Lignum Consultoria e Engenharia está à disposição para ajudar.

Leia Também: Programa de Autocontrole (PAC) na Indústria de Alimentos: O que é e quais os elementos de controle?

 

Lignum Consultoria e Engenharia trabalha auxiliando na Elaboração de Programa de Autocontrole (PAC).

Entre em contato conosco!

 

Escrito por: Renan Machado Dias

Fontes:

·         Portaria nº 46, de 10 de fevereiro de 1998 (MAPA)

·         O que são os Programas de Autocontrole (PAC)?

·         Decreto 9013, de 29 de março de 2017 (MAPA)

·         Portaria nº 368, de 04 de setembro de 1997 (MAPA)

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Sua indústria de alimentos sabe quanto realmente lucra por produto?

Uma indústria de alimentos pode apresentar um faturamento elevado e, ainda assim, ter dificuldades para gerar lucro. Isso acontece porque o faturamento, sozinho, não mostra quanto dinheiro realmente sobra após todos os custos e despesas envolvidos na produção e comercialização dos produtos. Para entender a saúde financeira do negócio, é necessário conhecer os custos de cada produto e avaliar quanto cada um efetivamente contribui para o resultado da empresa.

Em uma indústria de alimentos, essa análise pode ser especialmente importante devido à quantidade de fatores envolvidos na produção. Matérias-primas, ingredientes, embalagens, mão de obra, energia elétrica, água, manutenção, perdas de produção, armazenamento e transporte podem influenciar diretamente o custo final de cada item fabricado. Quando esses valores não são devidamente identificados e distribuídos, a empresa pode tomar decisões com base em uma percepção equivocada de sua lucratividade.

Faturamento não é sinônimo de lucro

Um dos erros mais comuns na gestão financeira de uma indústria é considerar que o aumento do faturamento representa, necessariamente, um aumento do lucro. Na prática, isso nem sempre acontece. Uma empresa pode vender mais produtos, mas também aumentar seus custos de produção, conceder descontos maiores ou assumir despesas adicionais para atender ao crescimento das vendas.

Por exemplo, imagine uma indústria que aumentou significativamente o volume de vendas de determinado produto. À primeira vista, o resultado parece positivo. Porém, se esse produto possui uma margem reduzida e exige elevados gastos com matéria-prima, embalagem, produção e distribuição, o aumento das vendas pode representar um crescimento pequeno no lucro ou até mesmo uma redução da rentabilidade.

Por isso, é importante separar conceitos como faturamento, custos, despesas, margem e lucro. O faturamento representa a receita obtida com as vendas, enquanto o lucro depende do resultado obtido após considerar os custos e demais despesas relacionados à operação.

Quanto custa realmente produzir um alimento?

Para descobrir quanto um produto realmente gera de resultado, o primeiro passo é conhecer seu custo de produção. Esse cálculo deve considerar os diferentes gastos necessários para transformar as matérias-primas em um produto pronto para comercialização.

Em uma indústria de alimentos, o custo direto pode incluir ingredientes e matérias-primas utilizados na formulação, materiais de embalagem e, dependendo da estrutura de cálculo adotada, mão de obra diretamente relacionada à produção. Também existem custos indiretos que precisam ser considerados na análise, como energia elétrica, água, manutenção de equipamentos, depreciação, limpeza, controle de qualidade e outros gastos relacionados à operação industrial.

Além disso, as perdas do processo precisam ser avaliadas. Desperdícios de matérias-primas, produtos fora de especificação, perdas durante o processamento, quebras de embalagem e variações no rendimento podem fazer com que o custo efetivo de produção seja maior do que aquele estimado inicialmente.

Por esse motivo, simplesmente somar o preço dos ingredientes de uma formulação não é suficiente para determinar o custo de fabricação de um produto alimentício.

O custo da matéria-prima é apenas uma parte da conta

Em muitos casos, a matéria-prima representa uma parcela significativa do custo de um alimento, mas não necessariamente é o único ou o principal fator que determina sua rentabilidade.

Um produto pode utilizar ingredientes relativamente baratos e, ainda assim, apresentar um custo elevado devido à embalagem, ao tempo de processamento, ao consumo de energia, à necessidade de mão de obra ou ao baixo rendimento do processo produtivo.

Da mesma forma, um produto que possui uma matéria-prima mais cara pode apresentar uma margem interessante caso tenha um bom rendimento, processo produtivo eficiente e preço de venda adequado.

Por isso, a análise financeira deve considerar o produto como um todo e relacionar os custos ao processo de fabricação e à forma como ele é comercializado.

Como calcular a lucratividade de cada produto?

Depois de identificar os custos envolvidos, é possível relacioná-los com o preço de venda para compreender a contribuição de cada produto para o resultado da indústria.

Uma das formas de realizar essa análise é por meio da margem de contribuição. De maneira simplificada, ela representa quanto da receita gerada pela venda de um produto permanece disponível para contribuir para a cobertura dos custos fixos e, posteriormente, para a geração de lucro.

Para chegar a esse indicador, é necessário considerar a receita obtida com a venda e descontar os custos e despesas variáveis associados ao produto. A partir dessa informação, a indústria consegue comparar diferentes produtos e entender quais itens possuem maior contribuição financeira para o negócio.

Essa análise também permite identificar situações que podem passar despercebidas quando a empresa observa apenas o volume de vendas. Um produto pode ter grande participação no faturamento, mas apresentar uma margem pequena. Outro pode vender menos unidades, mas proporcionar uma contribuição maior por unidade comercializada.

Todos os produtos são igualmente importantes?

Não necessariamente. Uma indústria pode trabalhar com diversos produtos, mas isso não significa que todos apresentem a mesma rentabilidade.

A análise individual permite identificar quais produtos possuem maior margem, quais apresentam custos elevados, quais estão próximos do ponto de equilíbrio e quais podem estar consumindo recursos da empresa sem gerar um retorno adequado.

Essa informação pode ser utilizada para orientar diversas decisões. A indústria pode, por exemplo, avaliar a necessidade de renegociar preços de matérias-primas, modificar processos produtivos, reduzir perdas, revisar embalagens, alterar preços de venda ou até mesmo repensar a composição do portfólio.

Isso não significa que um produto com menor margem deva necessariamente ser retirado do mercado. Alguns itens podem desempenhar funções estratégicas, atrair consumidores, complementar outros produtos ou contribuir para a presença da marca em determinados canais de venda. O importante é que essa decisão seja tomada conhecendo os números envolvidos.

A formação do preço de venda também precisa ser analisada

Conhecer o custo do produto é fundamental, mas não é suficiente. A indústria também precisa avaliar se o preço praticado é compatível com sua estrutura de custos e com as condições do mercado.

Um preço muito baixo pode comprometer a margem de lucro e dificultar a geração de resultado. Por outro lado, um preço excessivamente elevado pode reduzir a competitividade do produto e dificultar sua comercialização.

A formação de preços deve considerar os custos envolvidos, os impostos e demais despesas aplicáveis, a margem desejada, o posicionamento do produto, o mercado e os preços praticados pelos concorrentes, entre outros fatores relevantes para cada negócio.

Por isso, o preço não deve ser definido apenas observando quanto os concorrentes estão cobrando. É necessário entender primeiro quanto custa produzir e comercializar o produto e qual resultado a empresa precisa obter para manter sua operação de forma sustentável.

O papel dos custos fixos e variáveis

Outra questão importante é diferenciar custos fixos e variáveis. Os custos variáveis tendem a acompanhar o volume produzido ou vendido, como determinados ingredientes, embalagens e outros insumos diretamente relacionados à produção.

Já os custos fixos não variam necessariamente na mesma proporção do volume produzido. Aluguel, determinados salários, sistemas, seguros e outros gastos podem permanecer relativamente estáveis mesmo quando a produção aumenta ou diminui.

Essa diferenciação é importante porque permite entender como o aumento da produção pode afetar a estrutura de custos da indústria. Uma empresa que possui capacidade produtiva disponível, por exemplo, pode conseguir diluir determinados custos fixos ao aumentar o volume produzido. Porém, isso só será vantajoso se os produtos adicionais forem comercializados com uma margem adequada.

E quando a indústria possui muitos produtos?

Quanto maior o portfólio, mais importante se torna possuir uma estrutura organizada de custos.

Uma indústria que fabrica dezenas de produtos pode ter dificuldade para acompanhar manualmente quanto cada item custa e quanto efetivamente contribui para o resultado. Além disso, diferentes produtos podem utilizar equipamentos, mão de obra e etapas produtivas distintas.

Nesse cenário, é necessário estabelecer critérios coerentes para apropriar os custos e analisar o desempenho financeiro de cada produto. A metodologia utilizada deve ser adequada à realidade da indústria e permitir que os gestores obtenham informações confiáveis para tomar decisões.

O objetivo não é apenas produzir uma planilha com números, mas construir uma visão financeira que possa ser utilizada na gestão cotidiana da empresa.

Como essa análise ajuda na tomada de decisões?

Conhecer a rentabilidade por produto fornece informações importantes para decisões estratégicas e operacionais.

Com os dados organizados, a indústria pode identificar oportunidades de redução de custos, avaliar alterações de preços, comparar produtos, analisar a viabilidade de novas linhas, estudar investimentos em equipamentos e verificar os impactos financeiros de mudanças no processo produtivo.

A informação também pode auxiliar no planejamento da produção. Se determinado produto apresenta uma contribuição financeira maior e existe limitação de capacidade produtiva, por exemplo, a empresa pode avaliar como distribuir seus recursos entre diferentes itens.

Da mesma forma, quando um produto apresenta resultados abaixo do esperado, a indústria pode investigar as causas antes de tomar qualquer decisão. O problema pode estar no preço, no custo da matéria-prima, no rendimento do processo, nas perdas, na embalagem ou em outros fatores.

O que acontece quando a indústria não conhece seus custos?

A falta de informações precisas pode aumentar consideravelmente o risco de decisões equivocadas.

Sem conhecer os custos, a empresa pode definir preços abaixo do necessário, oferecer descontos que comprometem a margem, investir em produtos pouco rentáveis ou deixar de perceber oportunidades de melhoria.

Também pode acontecer o contrário: a indústria pode acreditar que determinados custos são elevados quando, na realidade, o principal problema está em outra etapa da operação.

Quando os dados financeiros são estruturados e analisados corretamente, os gestores passam a ter uma visão mais clara de onde o dinheiro está sendo empregado e de quais produtos e processos contribuem efetivamente para o resultado da empresa.

Planejamento financeiro para uma indústria de alimentos

A análise da lucratividade por produto faz parte de uma gestão financeira mais ampla. Para que as informações sejam realmente úteis, é importante relacioná-las com o planejamento financeiro da empresa.

Esse planejamento pode envolver a análise de custos, formação de preços, margens, lucratividade, fluxo financeiro, investimentos e projeções de resultados. Dessa maneira, a indústria consegue avaliar não apenas a situação atual, mas também diferentes cenários para o futuro.

Esse tipo de análise é especialmente importante em decisões como lançamento de novos produtos, ampliação da capacidade produtiva, aquisição de equipamentos, construção ou expansão de uma unidade industrial e entrada em novos mercados.

Antes de realizar um investimento, é fundamental compreender quanto será necessário investir, quais serão os custos envolvidos, qual receita pode ser esperada e em quanto tempo o empreendimento ou projeto poderá apresentar retorno.

Sua indústria sabe quais produtos realmente contribuem para o resultado?

Conhecer o faturamento total da empresa é importante, mas conhecer a rentabilidade de cada produto pode revelar informações que não aparecem nos números gerais.

Uma indústria pode descobrir que determinados produtos possuem grande volume de vendas, mas margens reduzidas, enquanto outros, mesmo com menor participação no faturamento, apresentam uma contribuição financeira mais significativa.

A partir dessas informações, os gestores podem tomar decisões mais fundamentadas sobre preços, produção, custos, investimentos e portfólio.

Mais do que saber quanto a indústria vende, é necessário saber quanto cada produto custa, quanto ele gera de receita e quanto efetivamente contribui para o resultado do negócio.

Como a Lignum pode ajudar?

A Lignum atua no planejamento financeiro e na análise de custos para empresas do setor de alimentos, auxiliando na estruturação de informações que apoiam decisões mais seguras.

A análise pode envolver custos de produção, formação de preços, margens e lucratividade, considerando as características e a realidade operacional de cada indústria. Com essas informações organizadas, torna-se possível compreender melhor o desempenho financeiro dos produtos e identificar oportunidades de melhoria.

Além da análise financeira, a Lignum também trabalha com planos de negócios e estudos de viabilidade técnico-econômica, apoiando empresas que desejam lançar produtos, realizar investimentos, ampliar sua capacidade produtiva ou avaliar a viabilidade de novos empreendimentos.

Uma decisão de investimento ou de produção não deve ser baseada apenas em estimativas. Conhecer os custos e a rentabilidade dos produtos é um dos primeiros passos para transformar os números da indústria em decisões mais estratégicas.

Se a sua indústria de alimentos precisa entender melhor seus custos, preços e resultados, uma análise financeira estruturada pode ajudar a identificar onde estão as principais oportunidades e apoiar o crescimento sustentável do negócio.

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AFE – Autorização de Funcionamento da ANVISA

O que é AFE? 

A Autorização de Funcionamento da Empresa (AFE) é uma concessão feita pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Ela concede a empresa ou instituição solicitante, a permissão para exercer atividades relacionadas ao ramo de saúde, cosméticos, saneantes e produtos farmacêuticos, dentre eles farmácias, drogarias, empresas de medicamentos e insumos farmacológicos.

A empresa que não tiver a autorização de funcionamento do órgão sanitário competente comete infração sanitária e estará sujeita à pena de advertência, interdição, cancelamento de autorização e de licença e/ou multa, de acordo com os termos da Lei nº 6.437/1977.

Quem precisa de AFE? 

A Autorização de Funcionamento (AFE) é exigida de empresas que realizem atividades de armazenamento, distribuição, embalagem, expedição, exportação, extração, fabricação, fracionamento, importação, produção, purificação, reembalagem, síntese, transformação e transporte de medicamentos e insumos farmacêuticos destinados a uso humanos, produtos para saúde, cosméticos, produtos de higiene pessoal, perfumes, saneantes e envase ou enchimento de gases medicinais.

Quem não precisa de AFE? 

I – Comércio varejista de produtos para saúde de uso leigo*

II – Filiais que exercem exclusivamente atividades administrativas, sem armazenamento, desde que a matriz possua AFE

III – Comércio varejista de cosméticos, produtos de higiene pessoal, perfumes e saneantes

IV – Empresas que exercem exclusivamente atividades de fabricação, distribuição, armazenamento, embalagem, exportação, fracionamento, transporte ou importação de matérias-primas, componentes e insumos não sujeitos a controle especial, destinados à fabricação de produtos para saúde, cosméticos, produtos de higiene pessoal, perfumes e saneantes

V – Empresas que realizam exclusivamente a instalação, manutenção e assistência técnica de equipamentos para saúde

VI – Empresas que realizam exclusivamente a instalação, manutenção e assistência técnica de equipamentos para saúde estão dispensadas de ter AFE. Nesse caso, elas precisam da licença sanitária, emitida pelo órgão de vigilância sanitária local.

Como solicitar a AFE?

Para solicitar a AFE é necessário cadastrar a empresa no site da Anvisa, além de comprovar seu porte. Além disso, deve-se fazer uma petição eletrônica no site.

Essa petição eletrônica consiste em um serviço que possibilita que a petição seja protocolada e enviada de maneira digital ao distribuidor competente ou à Vara em que tramita o processo. Pode-se realizá-la de duas maneiras: através do Sistema de Peticionamento ou Sistema Solicita.

Leia Também: Como saber se seu produto alimentício precisa de registro na ANVISA ou no MAPA?

 Lignum Consultoria e Engenharia trabalha auxiliando no Registro de Produto e Estabelecimento no MAPA.

Entre em contato conosco!

Escrito por: Gabriela Zinato Pereira

Fontes:

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Quais produtos para alimentação animal precisam de registro no MAPA?

A comercialização de produtos destinados à alimentação animal no Brasil está sujeita a regras específicas de controle e fiscalização. Para empresas que fabricam, importam, fracionam ou comercializam esses produtos, entender quais produtos precisam de registro no MAPA é uma etapa fundamental para evitar irregularidades e garantir que a atividade possa ser exercida de forma regular.

O Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) é responsável pela regulamentação e fiscalização do setor de alimentação animal. Entre os produtos abrangidos estão rações, suplementos, premixes, núcleos, concentrados, coprodutos, alimentos para animais de companhia, ingredientes e aditivos, entre outras categorias previstas na legislação.

Mas existe um ponto importante: nem todo produto destinado à alimentação animal precisa necessariamente de registro individual no MAPA. Dependendo da categoria, composição, finalidade e origem do produto, ele pode estar sujeito a registro, cadastro ou isenção de registro.

O que é o registro de produtos para alimentação animal?

O registro de produto é um procedimento de regularização utilizado para permitir que determinados produtos destinados à alimentação animal sejam fabricados, importados e comercializados de acordo com as exigências estabelecidas pelo MAPA.

Esse processo envolve a análise das características do produto e de sua documentação, incluindo informações relacionadas à composição, finalidade de uso, classificação, rotulagem e demais requisitos aplicáveis.

Por isso, antes de iniciar a comercialização de uma nova ração, suplemento ou outro produto para alimentação animal, a empresa precisa verificar qual é o enquadramento regulatório correto.

Essa análise é especialmente importante porque um produto pode parecer, à primeira vista, semelhante a outro, mas estar sujeito a exigências diferentes conforme sua composição e finalidade.

Quais produtos estão relacionados à alimentação animal?

O setor de alimentação animal abrange diversas categorias de produtos. Entre elas estão rações, suplementos, premixes, núcleos, concentrados, coprodutos, alimentos para animais de companhia, ingredientes e aditivos. O próprio MAPA mantém listas oficiais de produtos registrados e cadastrados, além de listas de matérias-primas, ingredientes e aditivos aprovados para utilização na alimentação animal.

Isso significa que uma empresa que pretende lançar um produto nesse mercado não deve avaliar somente se ele é uma “ração” ou um “suplemento”. É necessário verificar como o produto é classificado pela legislação e quais procedimentos são aplicáveis à sua categoria.

Todo produto para alimentação animal precisa de registro?

Não. Esse é um dos principais pontos que precisam ser compreendidos pelas empresas.

A legislação brasileira prevê categorias de produtos isentos de registro, desde que sejam atendidas as condições estabelecidas nas normas aplicáveis. O MAPA possui inclusive uma relação específica de produtos que podem ser comercializados sem registro individual, além de procedimentos específicos para esses casos.

Entre as categorias contempladas pelas regras de isenção estão determinados suplementos para ruminantes, suínos e aves, premixes, núcleos, concentrados, rações, ingredientes e aditivos, conforme as condições e listas estabelecidas na legislação.

Por isso, simplesmente concluir que “ração não precisa de registro” ou que “todo suplemento precisa ser registrado” pode levar a uma interpretação incorreta. O enquadramento deve ser analisado caso a caso, considerando as características do produto e as normas vigentes.

Além disso, a isenção de registro do produto não significa que a empresa esteja dispensada de cumprir as demais exigências sanitárias e regulatórias. A própria legislação estabelece que a isenção não elimina as obrigações aplicáveis ao estabelecimento e aos responsáveis técnicos.

E os produtos importados?

Para produtos importados, existe uma particularidade importante.

De acordo com as orientações do MAPA, determinados produtos que seriam isentos de registro quando produzidos no Brasil podem precisar de cadastro quando forem importados. O próprio Ministério disponibiliza um procedimento específico para o cadastro de produto importado isento de registro.

Nesses casos, a empresa importadora precisa estar devidamente regularizada e seguir os procedimentos estabelecidos pelo MAPA antes da importação e comercialização do produto.

Portanto, empresas que trabalham com importação de rações, suplementos, ingredientes ou outros produtos destinados à alimentação animal precisam avaliar não apenas a classificação do produto, mas também sua origem e o procedimento regulatório aplicável.

E as matérias-primas e os aditivos?

Outro ponto importante é a utilização de ingredientes, matérias-primas e aditivos.

O MAPA mantém uma lista de matérias-primas, ingredientes e aditivos aprovados para utilização na alimentação animal. A lista disponível atualmente no portal do Ministério foi atualizada em agosto de 2026.

Dessa forma, antes de desenvolver uma nova formulação, a empresa deve verificar se os componentes utilizados estão contemplados nas categorias e condições permitidas.

Quando uma matéria-prima não consta nas listas aplicáveis, podem existir procedimentos específicos para sua inclusão ou avaliação, dependendo do caso.

Essa etapa é especialmente relevante para empresas que desenvolvem novas formulações, suplementos, ingredientes funcionais ou produtos com componentes ainda pouco utilizados no mercado brasileiro.

Registro do produto é diferente do registro do estabelecimento

Um erro comum é confundir o registro do produto com o registro do estabelecimento.

São procedimentos distintos.

Uma empresa que fabrica, fraciona, importa, exporta ou comercializa determinados produtos destinados à alimentação animal pode precisar estar registrada como estabelecimento no MAPA, independentemente de determinado produto ser individualmente registrado ou estar enquadrado como isento de registro. O MAPA mantém uma relação específica dos estabelecimentos registrados no setor.

Assim, é possível existir uma situação em que:

o produto seja isento de registro, mas o estabelecimento ainda precise estar registrado e cumprir as exigências aplicáveis à sua atividade.

Essa distinção é fundamental para evitar que a empresa interprete a isenção de um produto como uma autorização geral para funcionar sem regularização.

Como saber se meu produto precisa de registro no MAPA?

Para descobrir se determinado produto precisa de registro, cadastro ou se é isento, é necessário analisar algumas informações.

Primeiramente, deve-se identificar a categoria do produto e sua finalidade. Depois, é necessário avaliar sua composição, os ingredientes e aditivos utilizados, o público-alvo animal e a forma de apresentação e comercialização.

Também é importante verificar se o produto é fabricado no Brasil ou importado, pois essa característica pode alterar o procedimento aplicável.

Por fim, devem ser consultadas as normas vigentes e as listas oficiais disponibilizadas pelo MAPA, evitando utilizar informações antigas ou interpretações genéricas para tomar uma decisão regulatória. O próprio Ministério disponibiliza listas de estabelecimentos, produtos registrados e cadastrados e matérias-primas aprovadas.

Quais são os riscos de comercializar um produto sem a regularização adequada?

Colocar um produto no mercado sem verificar corretamente suas exigências regulatórias pode gerar diversos problemas para a empresa.

Além do risco de não conformidades durante fiscalizações, uma classificação incorreta pode resultar em problemas relacionados à rotulagem, formulação, documentação, fabricação, importação e comercialização.

Para uma empresa que está lançando uma nova linha de produtos, corrigir esses problemas depois que o produto já está no mercado pode representar custos significativamente maiores do que realizar a análise regulatória antes do lançamento.

Por isso, a regularização deve ser encarada como uma etapa do desenvolvimento do produto, e não apenas como uma burocracia posterior.

Regularização de produtos para alimentação animal: por onde começar?

O primeiro passo é realizar uma análise regulatória do produto.

A empresa deve reunir informações como composição, finalidade, espécie animal a que se destina, forma de apresentação, fabricante e origem do produto. A partir dessas informações, é possível avaliar seu enquadramento e identificar quais procedimentos precisam ser realizados.

Também é importante verificar a situação do estabelecimento fabricante ou importador, as exigências relacionadas às Boas Práticas de Fabricação (BPF) e a conformidade da rotulagem.

Em outras palavras, a regularização não deve ser analisada apenas como “registrar um produto”. Trata-se de verificar se produto, empresa, processo e documentação estão adequados à legislação.

A Lignum pode ajudar na regularização de produtos para alimentação animal

Para empresas que pretendem fabricar, importar ou comercializar produtos destinados à alimentação animal, contar com suporte técnico especializado pode tornar o processo mais seguro e reduzir o risco de erros durante a regularização.

A Lignum Consultoria e Engenharia oferece suporte para empresas do setor de alimentação animal, auxiliando na regularização junto ao MAPA, registro e cadastro de produtos, adequação documental, rotulagem, formulação e atendimento às exigências regulatórias.

O trabalho começa pela análise do produto e de sua situação regulatória, permitindo identificar qual procedimento é realmente necessário para que a empresa possa atuar de acordo com a legislação vigente.

Sua empresa pretende lançar, fabricar ou importar um produto para alimentação animal? Antes de comercializar, verifique se ele está devidamente regularizado. A Lignum pode ajudar sua empresa a entender as exigências e conduzir o processo de regularização junto ao MAPA.

 

Conheça o serviço de Registro e Regularização de Alimentação Animal da Lignum

anvisa

Renovação de Registro de Alimentos na Anvisa

Quando produtos alimentícios são registrados na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) eles recebem um número de registro correspondente a eles, porém, esse registro possui uma validade, precisando dessa forma ser renovado.

Por quanto tempo é válido o registro? 

O registro é válido por 5 anos em todo território nacional. O prazo é iniciado a partir da data de publicação do registro no Diário Oficial da União (DOU). Para manutenção e renovação do registro deve ser solicitada a sua revalidação.

Qual o prazo para solicitação da revalidação de registro?

A petição de revalidação de registro deve ser protocolizada dentro do prazo de até 60 (sessenta) dias antes da data de seu vencimento, conforme item 7.1 da Resolução nº 23/2000. O prazo é contado a partir da data de publicação do registro no Diário Oficial da União (DOU).

O que acontecerá com o registro do produto caso não seja protocolada a revalidação?

O processo será considerado caduco e será feito o cancelamento de registro pela Anvisa para promover o saneamento administrativo do processo de registro vencido.

Para que o Registro do seu produto na Anvisa não seja suspenso, fique atento às suas datas de renovação.

 Leia Também: Como saber se seu produto alimentício precisa de registro na ANVISA ou no MAPA?

  Lignum Consultoria e Engenharia trabalha auxiliando na regularização de Empresas e Produtos.

Entre em contato conosco!

Escrito por: Lara Netto Rocha

Fontes:

Blog (8)

Auditoria Interna e Pré-auditoria: prepare sua empresa antes da inspeção oficial

Estar preparado para uma inspeção oficial é muito mais do que ter documentos organizados. Uma empresa pode possuir procedimentos, registros e programas de controle, mas ainda apresentar não conformidades na prática que podem comprometer um processo de registro, habilitação ou aprovação.

É nesse contexto que a auditoria interna e a pré-auditoria se tornam ferramentas estratégicas. Por meio de uma avaliação estruturada, é possível identificar falhas antes que elas sejam encontradas pelo órgão fiscalizador, permitindo que a empresa tenha tempo para corrigir problemas, adequar processos e preparar sua equipe.

A proposta é simples: encontrar os problemas antes que o auditor encontre.

O que é uma auditoria interna?

A auditoria interna é uma avaliação sistemática das condições, processos e controles de uma empresa para verificar se eles estão de acordo com os requisitos aplicáveis.

Na indústria de alimentos, essa avaliação pode envolver aspectos relacionados à estrutura física, higiene, processos produtivos, documentação, registros, rastreabilidade, controle de qualidade, Boas Práticas de Fabricação (BPF), Programas de Autocontrole (PAC) e APPCC, entre outros.

O objetivo não é simplesmente apontar erros.

Uma boa auditoria deve permitir que a empresa compreenda:

  • quais requisitos estão sendo atendidos;

  • quais apresentam falhas;

  • quais não conformidades precisam ser corrigidas;

  • quais são os riscos associados a cada problema;

  • quais ações devem ser tomadas;

  • quem será responsável pela correção;

  • e como verificar se a solução foi efetiva.

Dessa forma, a auditoria deixa de ser apenas uma ferramenta de fiscalização e passa a funcionar como um instrumento de melhoria e prevenção.

E o que é uma pré-auditoria?

A pré-auditoria possui uma finalidade ainda mais direcionada: preparar a empresa para uma avaliação que está por vir.

Ela pode ser realizada antes de uma inspeção oficial, auditoria de cliente, processo de habilitação ou avaliação necessária para determinado mercado.

Nesse trabalho, a empresa é avaliada de maneira semelhante ao que poderá encontrar durante uma auditoria real.

Isso permite identificar antecipadamente situações como:

  • documentos desatualizados;

  • registros incompletos;

  • procedimentos que não são seguidos corretamente;

  • falhas de higiene e organização;

  • problemas estruturais;

  • ausência ou inadequação de controles;

  • falhas de rastreabilidade;

  • colaboradores que desconhecem os procedimentos;

  • inconsistências entre documentação e prática;

  • não conformidades que ainda não foram tratadas.

A vantagem é ter a oportunidade de corrigir as falhas antes da avaliação oficial.

Por que não esperar a inspeção oficial?

Um dos maiores riscos para uma empresa é descobrir uma não conformidade somente quando o fiscal ou auditor já está realizando a avaliação.

Nesse momento, a capacidade de reação é muito menor.

Dependendo do processo e do requisito envolvido, uma não conformidade pode resultar em necessidade de adequações, exigências complementares, atrasos ou até impedimentos para a aprovação.

Em processos relacionados ao MAPA, por exemplo, o registro e a habilitação estão associados ao atendimento de requisitos específicos e podem envolver análise documental, avaliação das instalações e procedimentos de fiscalização, dependendo da atividade e do tipo de estabelecimento.

Por isso, antecipar os problemas pode representar uma diferença significativa entre chegar preparado à inspeção ou descobrir os problemas durante ela.

O que pode ser avaliado em uma auditoria interna?

Uma auditoria eficiente precisa considerar a realidade da empresa como um todo.

Não basta verificar somente se os documentos existem. É necessário avaliar se aquilo que está documentado realmente acontece na operação.

1. Estrutura e instalações

A avaliação pode verificar as condições das áreas produtivas, incluindo:

  • pisos, paredes e tetos;

  • portas e janelas;

  • áreas de produção;

  • fluxo de pessoas e materiais;

  • instalações sanitárias;

  • áreas de armazenamento;

  • condições de conservação;

  • equipamentos e utensílios.

O objetivo é identificar condições que possam comprometer a higiene, o fluxo produtivo ou a segurança dos alimentos.

2. Boas Práticas de Fabricação

As BPF são fundamentais para garantir condições adequadas de produção.

Durante a auditoria podem ser observados:

  • higiene pessoal;

  • comportamento dos colaboradores;

  • higienização;

  • prevenção de contaminações;

  • controle de pragas;

  • qualidade da água;

  • manejo de resíduos;

  • armazenamento;

  • controle de temperaturas;

  • organização das áreas produtivas.

Uma empresa pode possuir um Manual de BPF muito bem elaborado, mas, se os procedimentos não forem aplicados corretamente, continuará existindo uma não conformidade.

3. Documentação e registros

Outro ponto importante é verificar se a documentação está adequada e coerente com a operação.

Podem ser avaliados:

  • manuais;

  • procedimentos operacionais;

  • programas de autocontrole;

  • registros de monitoramento;

  • registros de higienização;

  • controles de temperatura;

  • registros de treinamentos;

  • documentos de fornecedores;

  • registros de manutenção;

  • registros de análises;

  • planos de ação.

Além de verificar a existência dos documentos, é importante avaliar se eles estão atualizados, preenchidos corretamente e de acordo com a realidade da empresa.

A diferença entre estar documentado e estar conforme

Esse é um dos pontos mais importantes de uma auditoria.

Imagine que uma empresa possua um procedimento estabelecendo que determinado equipamento deve ser higienizado diariamente.

O documento existe.

Porém, durante a avaliação, verifica-se que:

  • a higienização não está sendo realizada corretamente;

  • o registro está incompleto;

  • os colaboradores não conhecem o procedimento;

  • ou a frequência definida não é cumprida.

Nesse caso, existe uma diferença entre o que está documentado e aquilo que realmente acontece.

Auditorias internas ajudam justamente a identificar essas inconsistências antes que elas sejam observadas em uma inspeção oficial.

4. Programas de Autocontrole e APPCC

Quando aplicáveis ao estabelecimento, os Programas de Autocontrole e sistemas como o APPCC também precisam ser avaliados.

A auditoria pode verificar se:

  • os perigos foram identificados adequadamente;

  • os controles definidos estão sendo executados;

  • os monitoramentos são realizados;

  • os registros estão completos;

  • os desvios são tratados;

  • as ações corretivas são efetivas;

  • os procedimentos de verificação estão sendo cumpridos.

O objetivo é confirmar que o sistema funciona na prática, e não apenas no papel.

5. Rastreabilidade

A capacidade de rastrear matérias-primas, insumos e produtos é outro aspecto importante.

Uma auditoria pode verificar se a empresa consegue responder perguntas como:

De onde veio determinada matéria-prima?

Em qual lote ela foi utilizada?

Quais produtos foram produzidos com esse lote?

Para onde esses produtos foram enviados?

Uma falha de rastreabilidade pode dificultar a identificação e o controle de problemas, tornando esse processo um importante ponto de avaliação.

6. Conhecimento da equipe

Os colaboradores também fazem parte da auditoria.

Não adianta possuir procedimentos bem elaborados se a equipe não sabe como executá-los.

Durante uma avaliação, os colaboradores podem ser questionados sobre suas atividades, responsabilidades e procedimentos.

Por isso, uma pré-auditoria também pode revelar a necessidade de:

  • novos treinamentos;

  • reciclagem da equipe;

  • esclarecimento de responsabilidades;

  • revisão de procedimentos;

  • reforço dos controles.

A própria Lignum destaca a capacitação técnica como parte de sua atuação para preparar empresas para auditorias e processos de habilitação.

Quais são as principais não conformidades encontradas?

As não conformidades variam de acordo com o tipo de empresa, produto e requisito aplicável. Entretanto, alguns problemas são recorrentes:

Documentação

  • procedimentos desatualizados;

  • registros incompletos;

  • ausência de documentos;

  • inconsistências entre documentos.

Operação

  • falhas de higiene;

  • procedimentos executados incorretamente;

  • controles não realizados;

  • problemas de armazenamento.

Estrutura

  • instalações inadequadas;

  • equipamentos em condições inadequadas;

  • fluxos que favorecem contaminações.

Gestão

  • ausência de tratamento de não conformidades;

  • ações corretivas sem acompanhamento;

  • falta de treinamento;

  • controles que não são verificados.

Rastreabilidade e registros

  • dificuldade para rastrear lotes;

  • informações incompletas;

  • registros que não refletem a operação real.

Esses problemas podem parecer pequenos individualmente, mas um conjunto de falhas pode indicar que o sistema de controle da empresa não está funcionando adequadamente.

Como funciona uma pré-auditoria?

Um processo de pré-auditoria pode ser estruturado em diferentes etapas, de acordo com o objetivo da empresa.

1. Levantamento dos requisitos

Primeiramente, são identificados os requisitos que precisam ser atendidos para o registro, habilitação, auditoria ou mercado pretendido.

Isso é importante porque não existe um único checklist que sirva para todas as empresas.

Os requisitos podem variar conforme o produto, atividade, mercado e órgão regulador.

2. Avaliação da empresa

Em seguida, são avaliadas as instalações, processos, documentos, registros e práticas da empresa.

A análise deve considerar tanto os aspectos documentais quanto a execução prática.

3. Identificação das não conformidades

As falhas encontradas são registradas e classificadas conforme sua relevância.

Isso ajuda a empresa a entender quais problemas precisam ser tratados com maior prioridade.

4. Plano de ação

Depois do diagnóstico, são definidas as ações necessárias para corrigir as não conformidades.

O plano pode estabelecer:

  • problema identificado;

  • ação corretiva;

  • responsável;

  • prazo;

  • prioridade;

  • evidência necessária;

  • forma de verificação.

5. Correção e acompanhamento

A empresa executa as adequações necessárias, enquanto o processo pode ser acompanhado tecnicamente.

O objetivo não é apenas corrigir o problema pontual, mas evitar que ele volte a acontecer.

6. Nova avaliação

Quando necessário, uma nova auditoria pode ser realizada para verificar se as não conformidades foram efetivamente solucionadas.

Assim, a empresa chega à inspeção oficial com um nível de preparação muito maior.

Auditoria interna não deve ser vista como punição

Um erro comum é tratar a auditoria interna como uma busca por culpados.

O objetivo deve ser exatamente o contrário.

A auditoria deve criar um ambiente para identificar problemas antes que eles gerem consequências maiores.

Encontrar uma não conformidade durante uma auditoria interna é uma oportunidade.

Encontrá-la durante uma inspeção oficial pode significar retrabalho, exigências, atrasos ou dificuldades para o processo de aprovação.

Por isso, uma cultura de auditorias internas contribui para que a empresa trabalhe continuamente na melhoria de seus processos.

Auditoria interna para quem busca habilitação para exportação

Para empresas que pretendem acessar mercados internacionais, a preparação pode ser ainda mais importante.

Além dos requisitos nacionais, podem existir exigências específicas relacionadas ao mercado de destino, ao produto e ao processo de habilitação.

A Lignum atua nesse contexto com auditoria especializada, treinamentos técnicos e consultoria para habilitação junto ao MAPA e mercados internacionais.

A preparação pode envolver avaliação dos processos, identificação de não conformidades, treinamento da equipe e simulação da auditoria.

A ideia é que a empresa não espere a avaliação oficial para descobrir se está realmente preparada.

Qual a diferença entre auditoria interna e pré-auditoria?

Embora os conceitos sejam próximos, existe uma diferença importante na finalidade.

Auditoria interna

Pré-auditoria

Avalia continuamente a conformidade da empresa

Prepara a empresa para uma avaliação específica

Pode fazer parte da rotina de gestão

Geralmente ocorre antes de uma inspeção ou auditoria

Busca identificar oportunidades de melhoria

Busca reduzir riscos antes da avaliação oficial

Pode ser realizada periodicamente

É direcionada ao objetivo imediato da empresa

Fortalece a cultura de conformidade

Aumenta a preparação para a aprovação

Na prática, as duas ferramentas podem trabalhar juntas.

A auditoria interna ajuda a manter a empresa preparada ao longo do tempo, enquanto a pré-auditoria permite realizar uma avaliação direcionada antes de um processo importante.

Por que contar com uma consultoria especializada?

Realizar uma avaliação interna com profissionais que conhecem os requisitos regulatórios pode trazer uma visão diferente daquela obtida por quem está inserido na rotina da própria empresa.

Um consultor especializado consegue olhar para a operação sob a perspectiva de um auditor ou fiscalizador, identificando pontos que podem passar despercebidos no dia a dia.

Além disso, a avaliação pode conectar:

legislação → processos → documentação → operação → equipe → conformidade.

Essa visão integrada é importante porque uma não conformidade raramente está isolada.

Um problema em um registro pode estar relacionado a uma falha de procedimento. Uma falha de procedimento pode estar relacionada à falta de treinamento. E a falta de treinamento pode estar relacionada à ausência de um programa estruturado de capacitação.

Por isso, a solução precisa considerar a causa do problema, e não apenas seu sintoma.

Como a Lignum pode ajudar sua empresa?

A Lignum Consultoria e Engenharia oferece o serviço de Auditoria Interna e Pré-auditoria, com foco na identificação antecipada de não conformidades e na preparação da empresa para inspeções, registros e processos de habilitação.

O trabalho pode envolver a avaliação de:

  • estrutura e instalações;

  • processos produtivos;

  • BPF;

  • Programas de Autocontrole;

  • APPCC;

  • documentação;

  • registros;

  • rastreabilidade;

  • controles de qualidade;

  • capacitação da equipe;

  • requisitos regulatórios aplicáveis.

A partir do diagnóstico, a empresa pode direcionar seus esforços para corrigir as falhas mais relevantes antes da avaliação oficial.

A Lignum também atua com outras soluções complementares, como elaboração de documentos técnicos e regulamentares, implantação de PAC e BPF e apoio em processos de registro de estabelecimentos e produtos junto ao MAPA e à ANVISA.

Sua empresa está realmente preparada para a inspeção?

Ter documentos organizados não significa necessariamente estar pronto.

A verdadeira preparação acontece quando estrutura, processos, equipe, registros e documentação estão alinhados com os requisitos aplicáveis.

Uma auditoria interna permite descobrir onde estão as fragilidades.

Uma pré-auditoria permite testar a preparação antes do momento decisivo.

E a correção antecipada das não conformidades reduz o risco de descobrir problemas somente quando o auditor ou fiscal já estiver dentro da empresa.

Prepare-se antes da inspeção

Não espere a fiscalização para descobrir o que precisa ser corrigido.

Com uma auditoria interna ou pré-auditoria, sua empresa pode identificar não conformidades, priorizar adequações e chegar mais preparada aos processos de registro, habilitação, auditoria e inspeção.

A Lignum Consultoria e Engenharia oferece suporte técnico especializado para avaliar a situação da sua empresa e ajudar na preparação para os requisitos aplicáveis.

 

Antecipe os problemas, fortaleça sua conformidade e esteja preparado para a avaliação oficial.

 

Conheça o serviço de Treinamento e Consultoria da Lignum

 
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O que é um layout de fábrica?

O layout de produção impacta diretamente nas atividades produtivas em uma fábrica, sendo sua principal função otimizar o fluxo de pessoas, produtos e materiais

Mas afinal, o que é o layout de fábrica?

layout de fábrica, de produção, ou ainda, o arranjo físico, é uma representação gráfica do chão de fábrica, uma planta que busca definir a disposição física de instalações, equipamentos e fluxos de pessoas.

O objetivo desse planejamento é organizar o espaço físico de toda a área da fábrica, localizando os equipamentos e postos de trabalho de forma a obter maior eficiência e segurança no processo de fabricação do seu produto.

Importância de adotar um bom layout

Ainda mais quando falamos em matérias-primas que se tornarão alimento para tantas pessoas, ter agilidade e qualidade em todo o processo de produção é o que garante um alimento saudável para consumo.

Segundo o Sebrae – Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas, um layout inadequado desperdiça 30% do tempo destinado a uma produção só com transporte de materiais e produtos.

Especialmente na indústria de alimentos se deve sempre ter em mente que qualquer dano em seus produtos pode causar mal à saúde dos consumidores.

Nesse caso, um layout de fábrica adequado deve levar diversos pontos em consideração, como as Boas Práticas de Fabricação a fim de evitar contaminações, além de também adequar o espaço a todas as legislações vigentes.

Tipos de layout de fábrica:

O planejamento da disposição do layout de fábrica vai depender muito de fatores relativos ao que você está fabricando, como o tipo de produto, sua variedade e a quantidade de produtos.

Isso pode ser enquadrado em 4 tipos de layout de fábrica:

Layout físico funcional – O modelo organiza equipamentos e operações a partir das funções produtivas específicas dos setores, tornando o processo mais funcional e intuitivo.  

Layout físico linear – Utilizado na produção em larga escala, o layout de fábrica linear é caracterizado por posicionar o maquinário lado a lado. O arranjo físico é projetado com o objetivo de atender o deslocamento dos materiais de forma ágil e eficaz.

Layout celular – A produção é dividida por pequenas “células”, ou seja, setores responsáveis por diferentes funções, formando pequenas fábricas dentro da fábrica. Nesse caso, a colaboração e a eficiência dos funcionários é essencial.

Layout físico posicional – Quando o produto fica em uma mesma posição e máquinas e operadores realizam as atividades em volta dele. É recomendado para projetos de grande porte, quando a movimentação do produto pode dificultar a montagem, sendo é utilizado para a fabricação de navios e aeronaves.

Está precisando de ajuda com o planejamento de seu novo negócio?

A Lignum Engenharia e Consultoria pode te ajudar com um projeto de fábrica!

Entre em contato!

Referências:

https://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae
https://www.teclogica.com.br/layout-de-producao/

Blog (8)

Treinamentos em Normas Regulatórias, BPF e APPCC: capacite sua equipe para atender às exigências do mercado

A segurança dos alimentos depende não apenas de equipamentos, instalações e procedimentos adequados, mas também do conhecimento das pessoas que participam diariamente dos processos de produção, controle de qualidade e gestão da empresa.

Uma equipe bem capacitada consegue identificar riscos, seguir corretamente os procedimentos, prevenir não conformidades e compreender a importância do atendimento às normas regulatórias aplicáveis ao negócio.

Por isso, os treinamentos em Normas Regulatórias, Boas Práticas de Fabricação (BPF) e Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle (APPCC) são ferramentas importantes para empresas que desejam fortalecer seus sistemas de gestão da qualidade e da segurança dos alimentos.

Por que investir na capacitação da equipe?

Na indústria de alimentos, pequenas falhas durante a produção podem comprometer a qualidade e a segurança dos produtos. Um procedimento incorreto de higienização, uma falha no controle de temperatura ou o armazenamento inadequado de uma matéria-prima, por exemplo, podem gerar riscos ao consumidor e prejuízos para a empresa.

A capacitação permite que os colaboradores compreendam o que deve ser feito, por que deve ser feito e quais são as consequências de não seguir os procedimentos estabelecidos.

Além disso, treinamentos periódicos ajudam a manter a equipe atualizada diante de mudanças na legislação e contribuem para criar uma verdadeira cultura de segurança dos alimentos dentro da empresa.

Treinamento em Normas Regulatórias

Cada empresa precisa atender a um conjunto de requisitos de acordo com seu produto, processo, mercado e atividade desenvolvida.

As normas podem envolver requisitos relacionados à produção, instalações, higiene, controle de qualidade, documentação, rotulagem, armazenamento, transporte e comercialização.

Por isso, o treinamento pode ser estruturado de acordo com a realidade de cada empresa, abordando as principais legislações nacionais e requisitos internacionais aplicáveis à operação.

Entre os temas que podem ser trabalhados estão:

  • requisitos dos órgãos reguladores;

  • legislação sanitária;

  • requisitos para produtos e estabelecimentos;

  • documentação e registros;

  • rotulagem de alimentos;

  • requisitos para exportação;

  • normas e padrões internacionais;

  • responsabilidades dos colaboradores;

  • consequências do não atendimento aos requisitos.

O objetivo não é apenas apresentar a legislação, mas transformar os requisitos regulatórios em conhecimentos aplicáveis à rotina da empresa.

Boas Práticas de Fabricação (BPF)

As Boas Práticas de Fabricação constituem uma das principais bases para a produção de alimentos seguros e com qualidade.

O treinamento em BPF busca orientar os colaboradores sobre as práticas que devem ser adotadas durante as diferentes etapas da produção.

Entre os principais assuntos estão:

  • higiene pessoal e comportamento dos colaboradores;

  • higienização de instalações, equipamentos e utensílios;

  • prevenção de contaminações;

  • controle de matérias-primas;

  • armazenamento adequado;

  • controle de pragas;

  • qualidade da água;

  • manejo de resíduos;

  • controle de temperatura;

  • fluxo de produção;

  • manutenção e conservação das instalações;

  • registros e monitoramentos.

Mais do que ensinar procedimentos, o treinamento busca fazer com que a equipe compreenda a importância de cada prática para a segurança do produto.

APPCC: identificação e controle dos perigos

O sistema de Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle (APPCC) possui uma abordagem preventiva para a segurança dos alimentos.

Em vez de depender apenas da identificação de problemas no produto final, o sistema busca identificar os perigos biológicos, químicos e físicos que podem ocorrer ao longo do processo produtivo e estabelecer medidas para controlá-los.

O treinamento pode abordar conceitos como:

  • identificação e análise de perigos;

  • medidas de controle;

  • determinação de pontos críticos de controle;

  • limites críticos;

  • procedimentos de monitoramento;

  • ações corretivas;

  • procedimentos de verificação;

  • registros e documentação.

A equipe passa, assim, a compreender seu papel dentro do sistema e a importância de realizar corretamente os monitoramentos e registros definidos pela empresa.

BPF e APPCC trabalham juntos

As BPF e o APPCC não devem ser vistos como ferramentas isoladas.

As Boas Práticas estabelecem condições básicas para a produção higiênica e segura, enquanto o APPCC utiliza uma abordagem sistemática para identificar e controlar perigos relevantes ao processo.

Por isso, a capacitação deve mostrar aos colaboradores como esses sistemas se relacionam na prática.

Por exemplo, uma empresa pode possuir procedimentos adequados de higienização, mas a equipe precisa saber como executá-los, quais parâmetros devem ser observados, como registrar a atividade e o que fazer quando um resultado estiver fora do padrão.

Treinamentos adaptados à realidade da empresa

Um dos principais diferenciais de um treinamento eficiente é sua aplicabilidade à rotina dos colaboradores.

Em vez de trabalhar apenas conceitos teóricos, os conteúdos podem ser adaptados aos processos, produtos, equipamentos e riscos existentes em cada empresa.

Dessa forma, os treinamentos podem ser direcionados para diferentes públicos, como:

Equipe de produção: foco em higiene, manipulação, procedimentos operacionais e prevenção de contaminações.

Equipe de qualidade: foco em monitoramentos, registros, legislação, verificação e controle de processos.

Supervisores e gestores: foco em responsabilidades, gestão dos procedimentos, indicadores e conformidade.

Responsáveis pelo APPCC: foco na análise de perigos, PCCs, limites críticos, monitoramento e ações corretivas.

Essa personalização aumenta a efetividade do treinamento e facilita a aplicação do conhecimento no dia a dia.

Capacitação também é parte da gestão da segurança dos alimentos

A implementação de procedimentos e programas de qualidade não é suficiente quando os colaboradores não conhecem suas responsabilidades.

Uma empresa pode possuir Manual de Boas Práticas, POPs, planilhas de monitoramento e um plano APPCC, mas esses documentos precisam ser compreendidos e aplicados corretamente pela equipe.

Por isso, a capacitação deve estar integrada ao sistema de gestão da empresa e ser realizada de maneira periódica, especialmente quando houver mudanças nos processos, equipamentos, produtos, legislação ou composição da equipe.

Além disso, manter registros dos treinamentos realizados ajuda a empresa a demonstrar a capacitação dos colaboradores durante auditorias e processos de fiscalização.

Quais são os benefícios para a empresa?

Investir na capacitação técnica da equipe pode contribuir para:

  • aumentar a segurança dos alimentos;

  • reduzir falhas e não conformidades;

  • melhorar a execução dos procedimentos;

  • fortalecer as Boas Práticas de Fabricação;

  • melhorar o controle dos processos;

  • aumentar a conscientização dos colaboradores;

  • facilitar auditorias e fiscalizações;

  • atender requisitos de clientes e mercados;

  • fortalecer sistemas de gestão da qualidade;

  • preparar a empresa para mercados nacionais e internacionais.

Mais do que cumprir uma exigência, o treinamento ajuda a transformar a segurança dos alimentos em uma responsabilidade compartilhada por toda a equipe.

Sua equipe está preparada?

A conformidade de uma indústria de alimentos não depende somente da estrutura física ou da documentação. As pessoas são parte fundamental do sistema de segurança dos alimentos.

Quando os colaboradores conhecem os requisitos aplicáveis e sabem como agir diante dos riscos e desvios, a empresa passa a ter uma operação mais preparada para prevenir problemas e manter seus processos sob controle.

Por isso, os treinamentos devem ser planejados considerando as necessidades da empresa, o perfil dos colaboradores e os requisitos regulatórios aplicáveis à atividade.

Capacite sua equipe com a Lignum

A Lignum Consultoria e Engenharia oferece treinamentos técnicos em Normas Regulatórias Nacionais e Internacionais, Boas Práticas de Fabricação (BPF) e APPCC, desenvolvidos de acordo com a realidade e as necessidades de cada empresa.

Nossa equipe auxilia na capacitação dos colaboradores para que eles compreendam os requisitos aplicáveis, reconheçam os principais riscos dos processos e estejam preparados para aplicar corretamente os procedimentos de qualidade e segurança dos alimentos.

Prepare sua equipe, fortaleça seus processos e esteja mais preparado para atender às exigências do mercado. Conte com a Lignum para capacitar sua empresa.

seloarte

Selo Arte: O que é? Quais produtos podem ter e como obtê-lo? 

O que é o selo ARTE?

O Selo Arte é um certificado que assegura que o produto alimentício de origem animal foi elaborado de forma artesanal, com receita e processo que possuem características tradicionais, regionais ou culturais. Por intermédio da certificação, assegura-se que o produto atestado possui propriedades organolépticas únicas e inerentes ao “fazer artesanal” próprio de determinada região, tradição ou cultura. Pelas peculiaridades dos insumos e procedimentos adotados na elaboração dos produtos artesanais, dificilmente se consegue reproduzir suas características de palatabilidade fora do contexto onde eles são originalmente produzidos.

A certificação ARTE permite que produtos artesanais, como produtos lácteos, derivados de ovos, produtos cárneos, pescados, seus derivados e produtos de abelhas possam ser vendidos livremente por todo território nacional, proporcionando a desburocratização de registro e comercialização para produtores artesanais que se encaixem nos requisitos exigidos pelas regulamentações do selo.

Até agora, seis estados já concedem o Selo Arte, de acordo com o ministério: Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Santa Catarina, Pará e São Paulo. Os estados com a maior quantidade de produtos com a certificação são Minas Gerais e São Paulo. Outras cinco Unidades da Federação deram início às tratativas com o Ministério da Agricultura.

Quais são os produtos alimentícios de origem animal produzidos de forma artesanal?

São os produtos comestíveis elaborados com predominância de matérias-primas de origem animal de produção própria ou de origem determinada, devendo ser submetidos ao controle do Serviço de Inspeção Oficial. Para ser considerado Artesanal, os produtos deverão atender aos requisitos presentes no Decreto nº 9.918/2019. 

A determinação da origem é realizada através dos dados de identificação das matérias-primas de origem animal utilizadas na fabricação ou no processo de obtenção do produto artesanal, na hipótese de as matérias-primas não serem produzidas na propriedade onde estiver localizada a unidade de processamento. É resultante de técnicas predominantemente manuais adotadas por indivíduo que detenha o domínio integral do processo produtivo. O produto artesanal final deve ser individualizado, genuíno e manter a singularidade e as características tradicionais, culturais ou regionais do produto. 

Quais são os requisitos para os produtos alimentícios artesanais?

Para que os produtos alimentícios sejam considerados artesanais devem preencher os seguintes requisitos: 

I. as matérias-primas de origem animal devem ser produzidas na propriedade onde a unidade de processamento estiver localizada ou devem ter origem determinada; 

II. as técnicas e os utensílios adotados, que determinem as características do produto final, devem prescindir de dispositivos mecânicos ou eletrônicos, de forma a valorizar o trabalho humano em detrimento da automação. 

III. o processo produtivo deve adotar boas práticas na fabricação de produtos artesanais com o propósito de garantir a produção de alimento seguro ao consumidor; 

IV. as unidades de produção de matéria-prima, próprias ou de origem determinada, devem adotar boas práticas agropecuárias na produção artesanal; 

V. o produto final deve ser individual, genuíno e manter a singularidade e as características tradicionais, culturais ou regionais do produto, sendo permitida variabilidade sensorial entre os lotes; 

VI. o uso de ingredientes industrializados deve ser restrito ao mínimo necessário, vedada a utilização de corantes, aromatizantes e outros aditivos considerados cosméticos; e VII. o processamento deve ser feito prioritariamente a partir de receita tradicional, que envolve técnicas e conhecimentos de domínio dos manipuladores.

Quais são os requisitos para obtenção do selo ARTE?

Para obtenção do Selo Arte devem ser atendidos três requisitos básicos: 

I. Cadastro no Sistema Nacional de Cadastro de Serviços de Inspeção, Estabelecimentos e Produtos do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento; 

II. Relatório de fiscalização, emitido pelo Serviço Oficial, que comprove o atendimento às Boas Práticas Agropecuárias. 

III. Memorial descritivo do produto (característica do produto).

Como solicitar o selo ARTE?

O produtor interessado deve possuir um registro junto ao Serviço de Inspeção Oficial do Município, Estado ou do Distrito Federal. O Serviço de Inspeção Oficial deverá estar com o cadastro atualizado, assim como com os dados dos estabelecimentos e produtos registrados no sistema informatizado específico disponibilizado pelo MAPA. 

A seguir, para solicitar o Selo Arte ele deverá entrar no Sistema eletrônico de Cadastro Nacional de Produtos Artesanais e protocolar a sua petição, anexando as informações necessárias à análise técnica.

Leia Também: Como saber se seu produto alimentício precisa de registro na ANVISA ou no MAPA?

 Lignum Consultoria e Engenharia trabalha auxiliando no Registro de Produto e Estabelecimento no MAPA.

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Escrito por: Gabriela Zinato Pereira

Referências: 

BRASIL.  LEI Nº 13.860, DE 18/07/2019 Dispõe sobre a elaboração e a comercialização de queijos artesanais e dá outras providências. Diário Oficial da União. 18  jul. 2019.

BRASIL. DECRETO Nº 9.918, DE 18/07/2019 REGULAMENTA O ART. 10-A DA LEI Nº 1.283, DE 18/12/1950, que dispõe sobre o processo de fiscalização de produtos alimentícios de origem animal produzidos de forma artesanal. Diário Oficial da União. 18  jul. 2019.

BRASIL. INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 28, DE 23/07/2019. Institui o Manual de Construção e Aplicação do Selo ARTE. Diário Oficial da União. 23  jul. 2019.

BRASIL. INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 67, DE 10/12/2019. Estabelece os requisitos para que os Estados e o Distrito Federal realizem a concessão de Selo Arte. Diário Oficial da União. 10  dez. 2019.

BRASIL. INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 73, DE 23/12/2019. Estabelece o Regulamento Técnico de Boas Práticas Agropecuárias destinadas aos produtores rurais fornecedores de leite para a fabricação de produtos lácteos artesanais. Diário Oficial da União. 23  dez. 2019.

BRASIL. LEI Nº 1.283, DE 18/12/1950. Dispõe sobre a inspeção industrial e sanitária dos produtos de origem animal. Diário Oficial da União. 18  dez. 1950.

BRASIL. LEI Nº 13.680, DE 14/06/2018. Altera a Lei nº 1.283, de 18 de dezembro de 1950, para dispor sobre o processo de fiscalização de produtos alimentícios de origem animal produzidos de forma artesanal. Diário Oficial da União. 14  dez. 2018.

Selo Arte certifica produtos artesanais e amplia a comercialização da produção. Governo do Brasil. 2021. Disponível em: <https://www.gov.br/pt-br/noticias/agricultura-e-pecuaria/2021/05/selo-arte-certifica-produtos-artesanais-e-amplia-a-comercializacao-da-producao>. Acesso em 26 mai. 2022.