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Transforme Conhecimento em Negócio: Domine o Comércio Internacional de Alimentos

Você sabia que importar ou exportar alimentos no Brasil exige um processo técnico, regulatório e documental altamente estruturado?

Empresas que não dominam esse fluxo enfrentam:

 ❌ atrasos na liberação de cargas;
❌ custos extras com armazenagem;
❌ indeferimento de processos;
❌ riscos sanitários e legais.

E é exatamente aqui que entra o Treinamento Profissional da Lignum Consultoria e Engenharia.

🎯 Um treinamento completo para quem quer autonomia real

Este curso foi desenvolvido para:

✔ Consultores que desejam ampliar seu portfólio de serviços;
✔ Profissionais da área de alimentos e agroindústria;
✔ Empresas que querem internalizar o processo e reduzir custos com terceiros.

👉 A proposta é simples: te ensinar a executar todo o processo de importação e exportação de forma autônoma e segura.

O que você vai aprender na prática

Nosso treinamento é baseado nos fluxos reais exigidos por órgãos como a ANVISA e o MAPA.

1. Entendimento regulatório completo

  • Como identificar se o produto é regulado por ANVISA ou MAPA;

  • Classificação correta do produto (NCM), essencial para o processo;

  • Requisitos sanitários, de qualidade e rotulagem.

👉 No Brasil, alimentos podem exigir anuência de diferentes órgãos dependendo da composição e finalidade

2. Estruturação do processo de importação

  • Cadastro e habilitação no comércio exterior;

  • Uso do sistema Siscomex;

  • Licenciamento de importação (LI);

  • Declaração de Importação (DI/DUIMP).

👉 O processo envolve análise documental, inspeções e controle sanitário conforme o risco do produto.

3. Requisitos técnicos e sanitários

  • Certificados internacionais obrigatórios;

  • Controle de qualidade e rastreabilidade;

  • Exigências para produtos de origem animal e vegetal;

  • Adequação às normas brasileiras antes do embarque.

👉 Produtos podem passar por inspeções e precisam atender padrões oficiais de qualidade e segurança.

4. Processo de exportação na prática

  • Como habilitar sua empresa para exportar

  • Certificações exigidas por países importadores

  • Emissão de documentos como:

    • Certificado de Origem;

    • Certificado Sanitário Internacional.

  • Adequação a mercados como UE, China e outros.

👉 A exportação exige conformidade com normas brasileiras e também com o país de destino.

5. Principais erros (e como evitar)

  • Classificação incorreta de produtos;

  • Falhas na rotulagem;

  • Documentação incompleta;

  • Problemas no desembaraço aduaneiro.

Muito além da teoria: formação para atuação profissional

Ao final do treinamento, você estará preparado para:

✔ Prestar consultoria em importação/exportação de alimentos;
✔ Atender indústrias, agroindústrias e distribuidores;
✔ Estruturar processos dentro da própria empresa;
✔ Reduzir custos e evitar erros críticos.

Por que esse conhecimento vale tanto?

Porque poucos profissionais dominam esse processo completo.

E a demanda só cresce:

📈 Empresas querem internacionalizar produtos;
📈 Importadores buscam regularização;
📈 O mercado exige conformidade cada vez maior.

👉 Quem domina isso, se posiciona como especialista.

Transforme conhecimento em oportunidade

Você pode continuar dependendo de terceiros…
ou pode se tornar o profissional que resolve o problema.

Pronto para dar o próximo passo?

Se você quer dominar o processo de importação e exportação de alimentos, ampliar suas oportunidades profissionais ou tornar sua empresa mais independente, este treinamento é para você.

Não perca tempo com erros que podem custar caro ou travar operações inteiras.

👉 Entre em contato com a equipe da Lignum Consultoria e Engenharia e descubra como participar do treinamento.

 

Invista no conhecimento certo hoje e se torne referência amanhã.

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Regularização de Bebidas Não Alcoólicas no Brasil: Guia Completo para Produtores

O mercado de bebidas não alcoólicas no Brasil, que inclui sucos, refrigerantes, chás prontos para consumo, kombuchas e bebidas energéticas, têm mostrado crescimento constante, com milhares de produtos registrados e consumidores cada vez mais exigentes em qualidade e segurança.

Para atuar legalmente, os produtores precisam entender as exigências regulatórias, as diferenças entre categorias de bebidas e os padrões técnicos e de rotulagem impostas pelos órgãos competentes, como a ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e o MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento).

A seguir, você encontrará um panorama claro sobre como regularizar bebidas não alcoólicas no Brasil, o que a lei prevê e quais são os pontos mais importantes para fábricas e marcas desse segmento.

1. O que são Bebidas Não Alcoólicas?

Bebidas não alcoólicas são aquelas que, por definição legal, não apresentam teor alcoólico acima de 0,5% em volume e são destinadas ao consumo humano, podendo incluir sucos, refrigerantes, refrescos, chás prontos, kombuchas não alcoólicas, entre outros.

Essas bebidas podem ser compostas por frutas, extratos vegetais, aromatizantes, cafeína (no caso de energéticos, dentro de limites específicos), corantes e aditivos permitidos pela legislação.

2. Normas Técnicas Aplicáveis

2.1 Portaria e Regulamentações

O setor é regulado por uma série de normas que incluem:

  • Portaria nº 123: estabelece padrões de identidade e qualidade para bebidas não alcoólicas, incluindo atributos do produto e rotulagem obrigatória.

  • Decreto nº 6.871/2009 e suas alterações: regula padronização, classificação, produção e fiscalização de bebidas, incluindo não alcoólicas.

  • Normas da ANVISA: a RDC nº 727/2022 (rotulagem nutricional) e demais instruções sobre aditivos e informações obrigatórias nos rótulos.

Essas normas garantem que os produtos sejam seguros, transparentes e adequados ao consumo, com informações claras sobre composição, ingredientes e forma de uso.

3. Kombucha: um caso especial

A kombucha não alcoólica (teor alcoólico ≤ 0,5% v/v) tem recebido atenção especial dos órgãos reguladores e é considerada uma das categorias cujo crescimento no Brasil é mais expressivo, com expansão de mais de 900% na produção nos últimos anos, impulsionada pela regulamentação que estabelece padrões de identidade e qualidade da bebida.

3.1 Requisitos e Padrões

A Instrução Normativa nº 41/2019 (MAPA) define o que é kombucha e quais são os parâmetros analíticos que devem ser observados pelos produtores, como pH e teor alcoólico.

Alguns pontos importantes na regulamentação da kombucha incluem:

  • O produto deve seguir os padrões de identidade e qualidade estabelecidos por norma.

  • A presença de microrganismos pode ocorrer, mas alegações de efeitos funcionais ou de saúde são proibidas na rotulagem ou publicidade, salvo autorização específica da ANVISA.

  • Produtos existentes no mercado tiveram prazos para se adequar às novas regras de composição e rotulagem.

4. Registro e Fiscalização

4.1 Registro de Estabelecimentos e Produtos

Produtos alimentícios, incluindo bebidas não alcoólicas, devem ter seus estabelecimentos registrados e ativos nos sistemas competentes e seguir as normas de Boas Práticas de Fabricação e controle de qualidade.

O MAPA é responsável por registrar estabelecimentos e produtos agrícolas e bebidas não alcoólicas de origem vegetal para garantir o cumprimento da legislação.

O registro permite a comercialização legal em todo o território nacional e a fiscalização periódica por órgãos sanitários e agropecuários.

4.2 Rotulagem e Informações Obrigatórias

Os rótulos devem seguir as normas de rotulagem de alimentos, incluindo:

  • Denominação do produto

  • Lista de ingredientes

  • Conteúdo líquido

  • Informação nutricional

  • Alertas e advertências, quando aplicáveis

Essas exigências têm o objetivo de permitir que o consumidor saiba exatamente o que está consumindo e com base em que condições o produto foi produzido e analisado.

5. Crescimento e Oportunidades no Setor

Segundo dados do Anuário de Bebidas Não Alcoólicas, o número de produtos registrados no Brasil tem aumentado ano a ano, incluindo sucos, refrigerantes, refrescos, chás prontos e kombuchas, indicando um mercado em expansão e diversificação de produtos.

Esse crescimento é tanto reflexo da demanda do consumidor por opções mais naturais e funcionais quanto da maior clareza normativa que oferece segurança jurídica a fabricantes e investidores.

6. Dicas para Regularizar sua Bebida Não Alcoólica

✔ Verifique em qual categoria legal seu produto se encaixa
✔ Analise os padrões de identidade e qualidade aplicáveis
✔ Prepare documentação técnica de formulação e rotulagem
✔ Solicite o registro do estabelecimento e do produto junto aos órgãos competentes
✔ Adapte rótulos de acordo com as normas vigentes

Esses passos reduzem riscos de autuações, recolhimentos de produtos e barreiras à comercialização.

Pronto para Regularizar sua Bebida e Crescer com Segurança?

Regularizar uma bebida não alcoólica vai muito além de cumprir uma exigência legal, é garantir credibilidade no mercado, segurança para o consumidor e liberdade para comercializar sem riscos de autuações ou recolhimentos.

Se você está desenvolvendo sucos, kombuchas, chás prontos, energéticos ou qualquer outra bebida de origem vegetal, o momento certo para estruturar sua regularização é antes de enfrentar problemas com fiscalização.

A Lignum Consultoria e Engenharia atua há mais de 15 anos com projetos de fábrica, regularização junto ao MAPA, adequação de rotulagem e implantação de processos para indústrias de alimentos e bebidas. Trabalhamos de forma estratégica para que sua empresa:

✔ Enquadre corretamente o produto na legislação
✔ Estruture a documentação técnica necessária
✔ Atenda aos padrões de identidade e qualidade
✔ Regularize estabelecimento e produto com segurança
✔ Reduza riscos e ganhe agilidade para vender em todo o Brasil

Nosso objetivo é transformar a burocracia em um processo claro, organizado e eficiente, para que você possa focar no que realmente importa: produzir e crescer.

 

Se quer colocar sua bebida no mercado de forma regular e profissional, fale com a nossa equipe e dê o próximo passo com segurança.

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Checklist de Auditoria Interna para Indústrias de Alimentos

Realizar auditorias internas é uma das etapas mais importantes para garantir a conformidade sanitária, eficiência operacional e segurança dos alimentos. Ainda mais em 2025, quando as exigências regulatórias estão mais robustas e o mercado consumidor exige transparência, rastreabilidade e padronização dos processos.

Para auxiliar gestores e responsáveis técnicos, reunimos abaixo um checklist atualizado, aplicável a indústrias de diferentes portes, desde pequenas agroindústrias até fábricas complexas com múltiplas linhas de produção.

Este checklist foi estruturado com base em requerimentos de Boas Práticas de Fabricação (BPF), Programas de Autocontrole (MAPA), APPCC, normas ISO 22000, legislações sanitárias brasileiras e boas práticas adotadas por indústrias de alimentos em 2025.

1. Infraestrutura e Instalações

1.1 Estrutura física

  • Pisos íntegros, laváveis, antiderrapantes e sem rachaduras.

  • Paredes com revestimento adequado, sem pontos de descascamento.

  • Teto sem goteiras, mofo, infiltrações ou acúmulo de poeira.

  • Esquadrias e portas em bom estado e de fácil higienização.

  • Ralos sifonados, com tela e proteção contra retorno.

  • Fluxo produtivo sem cruzamento entre áreas “suja e limpa”.

1.2 Iluminação e ventilação

  • Ventilação adequada, sem formação de condensação.

  • Luminárias protegidas contra estilhaçamento.

  • Sistemas de exaustão em funcionamento.

1.3 Abastecimento de água

  • Potabilidade comprovada, com laudos atualizados.

  • Reservatórios limpos e com manutenção periódica.

  • Rede sem vazamentos.

2. Equipamentos e Utensílios

  • Equipamentos em aço inox ou materiais permitidos.

  • Manutenção preventiva atualizada e registrada.

  • Ausência de ferrugem, trincas, soldas abertas ou superfícies porosas.

  • Utensílios identificados e em bom estado.

  • Calibração dos instrumentos essenciais (termômetros, balanças, pHmetros).

  • Barreiras sanitárias funcionando e sendo utilizadas.

3. Higienização

3.1 Plano de Higienização (POP ou PAC)

  • POPs atualizados e afixados nos setores.

  • Produtos saneantes autorizados pelo MAPA/ANVISA.

  • Concentrações, tempos de ação e enxágue seguindo especificação.

  • Registros completos de higienização.

  • Validação e verificação da limpeza (swab, ATP, inspeção visual).

3.2 Controle de pragas

  • Contrato ativo com empresa especializada.

  • Mapas de iscas atualizados.

  • Relatórios recentes sem inconformidades.

  • Portas e janelas com telas e vedação.

4. Manipuladores e Saúde Ocupacional

  • Exames de saúde atualizados conforme exigência sanitária.

  • Treinamentos anuais em BPF, higiene e segurança dos alimentos.

  • Uniformes adequados, limpos e completos (touca, avental, botas).

  • Lavagem correta das mãos e uso de EPIs.

  • Proibição de adornos respeitada.

  • Acesso restrito de visitantes com procedimentos específicos.

5. Matérias-Primas, Ingredientes e Insumos

  • Fornecedores aprovados e cadastrados.

  • Certificados de análise (CA) disponíveis e válidos.

  • Armazenamento conforme requisitos de temperatura e umidade.

  • FIFO/PEPS aplicado corretamente.

  • Controle de validade e integridade das embalagens.

6. Processo Produtivo

  • Procedimentos escritos para cada etapa.

  • Parâmetros críticos definidos e controlados (temperatura, pH, tempo).

  • Monitoramento diário documentado e assinado.

  • Prevenção de contaminação cruzada entre lotes, alergênicos e produtos diferentes.

  • Controle de corpos estranhos (peneiras, detectores de metais, filtros).

  • Verificação do APPCC, quando aplicável.

7. Armazenamento e Expedição

  • Câmaras frias com controle contínuo de temperatura.

  • Produtos corretamente empilhados e identificados.

  • Caixas e pallets íntegros, limpos e sem contato direto com o piso.

  • Carregamento seguindo fluxo “primeiro que entra, primeiro que sai”.

  • Veículos de transporte limpos e adequados ao tipo de alimento.

8. Rastreabilidade e Documentação

  • Rastreabilidade completa “da matéria-prima ao consumidor final”.

  • Testes de rastreabilidade realizados periodicamente em até 4 horas.

  • Documentação de não conformidades e ações corretivas.

  • Registros completos, legíveis e devidamente arquivados.

  • Documentos do PAC atualizados (BPF, POPs, PPHO, APPCC).

9. Resíduos e Efluentes

  • Pontos de coleta adequados.

  • Armazenamento segregado e longe das áreas produtivas.

  • Destinação realizada por empresa licenciada.

  • Efluentes atendendo legislação municipal/estadual.

10. Gestão da Qualidade e Melhoria Contínua

  • Auditorias internas realizadas conforme cronograma.

  • Plano de ação para não conformidades.

  • Indicadores de desempenho (desperdício, eficiência, devoluções).

  • Revisões periódicas da direção (requisitos ISO).

  • Cultura de qualidade disseminada entre os setores.

Como usar este checklist na sua indústria

  • Utilize-o como base para auditorias internas mensais, trimestrais ou pré-inspeção do MAPA/ANVISA.

  • Adapte às exigências conforme o tipo de produto (laticínios, conservas, bebidas, cárneos, panificados etc.).

  • Construa um relatório final com notas, fotos e plano de correções.

Dica profissional da Lignum

Se sua indústria deseja:

  • diagnosticar riscos sanitários,

  • se preparar para inspeção do MAPA,

  • atualizar o PAC,

  • ou implementar um sistema de gestão da qualidade completo,

Este checklist é o primeiro passo,  mas a auditoria técnica profissional traz uma visão mais profunda, imparcial e alinhada à legislação atual.

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Como escolher equipamentos e fluxo para indústrias de alimentos de pequeno porte com custo reduzido

Montar uma indústria de alimentos de pequeno porte é o sonho de muitos empreendedores, mas transformar esse projeto em uma operação eficiente e dentro das normas sanitárias pode ser um grande desafio, especialmente quando o investimento precisa ser controlado.

A boa notícia é que é possível planejar um layout funcional, escolher equipamentos adequados e atender às exigências legais mesmo com recursos limitados. Tudo depende de um bom planejamento técnico e de decisões estratégicas na etapa de implantação.

Neste artigo, você vai entender como definir o fluxo produtivo e selecionar equipamentos que garantam qualidade, produtividade e economia.

1. O ponto de partida: conhecer seu processo e produto

Antes de pensar em comprar máquinas, é fundamental mapear cada etapa do processo produtivo. Isso envolve responder a perguntas como:

  • Qual o tipo de alimento que será produzido?

  • Quais são as etapas críticas do processo (aquecimento, resfriamento, embalagem, etc.)?

  • Há necessidade de ambientes separados por risco de contaminação?

  • O produto exige refrigeração ou condições específicas de armazenamento?

Esse diagnóstico permite definir o tipo de fluxo e a infraestrutura necessária (instalações, energia, água, ventilação, drenagem), evitando investimentos desnecessários.

Empresas que pulam essa etapa costumam gastar mais, seja com readequações de layout ou com equipamentos subdimensionados.

2. O fluxo de produção ideal: eficiência e segurança

O fluxo de produção é a base do layout industrial. Ele deve garantir que os produtos e colaboradores se movimentem de forma lógica, contínua e sem cruzamento entre áreas sujas e limpas, respeitando os princípios de Boas Práticas de Fabricação (BPF).

Os principais tipos de fluxo são:

  • Linear: o mais simples e indicado para pequenas indústrias; o produto entra em um lado e sai pronto do outro, reduzindo retrabalhos e contaminações.

  • Em “U”: aproveita melhor o espaço e permite acompanhamento visual de todo o processo.

  • Setorizado: útil quando há mais de uma linha de produto, com setores independentes.

Ao planejar o fluxo, considere também:

  • A localização de pias, lavatórios e pontos de higienização.

  • A separação de áreas de recebimento, processamento, embalagem e expedição.

  • O sentido do fluxo de ar e movimentação de resíduos.

Um bom fluxo é aquele que minimiza deslocamentos, facilita a limpeza e assegura o controle sanitário.

3. Escolha de equipamentos: custo reduzido não é sinônimo de baixa qualidade

Para empreendimentos de pequeno porte, a escolha inteligente de equipamentos pode representar uma grande economia. Algumas estratégias incluem:

a) Comece com o essencial

Invista primeiro nas máquinas indispensáveis para o processo principal (ex.: misturadores, seladoras, câmaras frias). Equipamentos secundários podem ser adicionados com o crescimento da produção.

b) Avalie o custo-benefício

Nem sempre o equipamento mais caro é o mais eficiente. Avalie consumo de energia, facilidade de manutenção e disponibilidade de peças no mercado nacional.

c) Opte por equipamentos multifuncionais

Máquinas que atendem mais de uma etapa, como tanques de preparo que também realizam mistura e aquecimento, reduzem custos e espaço ocupado.

d) Considere equipamentos usados, mas regularizados

Equipamentos seminovos podem ser uma boa alternativa, desde que estejam em boas condições de higiene, segurança e com documentação técnica em dia.

e) Priorize materiais adequados

Mesmo em pequenos negócios, superfícies em aço inoxidável e materiais atóxicos são indispensáveis para garantir a conformidade sanitária.

4. Planejamento do layout: aproveitamento de espaço e redução de custos

Um layout eficiente não depende apenas de espaço, mas de organização inteligente.
Algumas boas práticas para quem quer economizar:

  • Aproveite edificações existentes, adaptando-as conforme as normas sanitárias.

  • Padronize bancadas e estruturas, facilitando a manutenção e limpeza.

  • Centralize utilidades (como caldeira, compressores, tanques de água) para reduzir perdas energéticas.

  • Invista em iluminação e ventilação natural, diminuindo gastos com energia elétrica.

O ideal é que o layout seja elaborado por um profissional especializado, capaz de conciliar exigências da vigilância sanitária e do MAPA com a realidade financeira do empreendedor.

5. Regularização e conformidade sanitária

Mesmo pequenas indústrias precisam estar em conformidade com as legislações sanitárias e regulatórias.
Entre as principais exigências estão:

  • Projeto e memorial descritivo do estabelecimento;

  • Boas Práticas de Fabricação (BPF);

  • Controle de qualidade e rastreabilidade;

  • Licenciamento e registro do produto, quando aplicável.

Esses requisitos não apenas garantem a autorização para funcionamento, mas também aumentam a credibilidade do produto e abrem portas para novos mercados.

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Como elaborar um plano de negócios para produtos alimentícios

Planejar é o primeiro passo para transformar uma ideia em um negócio de sucesso

O setor de alimentos é um dos mais promissores do Brasil e também um dos mais competitivos. Antes de investir em equipamentos, estrutura e regularização, é fundamental construir um plano de negócios sólido.
Ele será a base para avaliar a viabilidade do empreendimento, organizar os investimentos e orientar as decisões estratégicas durante toda a operação.

Neste artigo, você vai entender como elaborar um plano de negócios para produtos alimentícios, quais informações incluir e como utilizá-lo para garantir o crescimento sustentável da sua empresa.

1. O que é um plano de negócios?

O plano de negócios é um documento que descreve detalhadamente o que é o seu produto, quem é o seu público-alvo, como será a produção, quanto custará e como o negócio se sustentará financeiramente.
Ele é utilizado tanto para guiar o empreendedor quanto para apresentar o projeto a investidores, bancos ou parceiros comerciais.

No caso do setor de alimentos, esse planejamento precisa considerar aspectos regulatórios, produtivos e sanitários, além dos fatores econômicos e de marketing.

2. Principais etapas do plano de negócios

a) Análise de mercado

Antes de começar a produzir, é essencial entender o mercado em que você está entrando.
Pesquise:

  • Quem são os concorrentes diretos e indiretos;

  • Qual o perfil do consumidor (faixa etária, renda, preferências, hábitos alimentares);

  • Quais são as tendências e oportunidades (produtos naturais, veganos, artesanais, etc.);

  • Como está o comportamento dos preços e canais de venda.

Essa análise permite identificar nichos promissores e ajustar o posicionamento do produto.

b) Planejamento operacional

Nesta etapa, é hora de definir como o produto será produzido e em que estrutura.
Inclua:

  • Localização e tamanho da fábrica ou cozinha industrial;

  • Layout sanitário (fluxo de produção e separação de áreas sujas e limpas);

  • Equipamentos necessários;

  • Capacidade produtiva (quantas unidades serão produzidas por dia/mês);

  • Fornecedores e logística de insumos.

Aqui também entra o planejamento de adequação sanitária, que deve seguir as Boas Práticas de Fabricação (BPF) e demais normas da Anvisa ou do MAPA, dependendo do tipo de produto.

c) Planejamento financeiro

Um dos pontos mais importantes do plano de negócios é o planejamento financeiro.
Ele deve incluir:

  • Investimento inicial (equipamentos, reformas, licenças, matéria-prima);

  • Custos fixos e variáveis;

  • Projeção de faturamento e ponto de equilíbrio;

  • Margem de lucro esperada.

Esses dados ajudam a avaliar a viabilidade econômica do negócio e a definir estratégias de precificação e crescimento.

d) Estratégia de marketing e vendas

Após conhecer o mercado e estruturar a operação, é hora de definir como o produto chegará ao consumidor.
Alguns pontos importantes:

  • Nome, identidade visual e rotulagem do produto (em conformidade com a legislação);

  • Canais de venda (varejo, atacado, delivery, e-commerce, feiras);

  • Estratégias de divulgação (redes sociais, degustações, parcerias locais);

  • Posicionamento da marca (ex: artesanal, saudável, regional, gourmet).

O marketing bem planejado é o que diferencia produtos de qualidade que ficam esquecidos no mercado daqueles que conquistam o público.

3. Regularização e adequação legal: parte essencial do plano

Um erro comum é deixar a regularização para depois.
Mas a adequação sanitária e o registro do produto devem ser considerados desde o início do plano de negócios.
Cada tipo de alimento possui exigências específicas junto à Anvisa ou ao MAPA, que variam conforme o processo produtivo, ingredientes e escala.

Planejar corretamente essa etapa evita retrabalhos, multas e atrasos no lançamento do produto.

4. Por que contar com apoio especializado?

Elaborar um plano de negócios na área de alimentos envolve aspectos técnicos, regulatórios e produtivos que exigem conhecimento específico.
Contar com uma consultoria especializada, como a Lignum Consultoria e Engenharia, garante que todas as etapas, desde o projeto físico até o registro do produto, estejam alinhadas às normas e boas práticas exigidas pelo mercado e pelos órgãos reguladores.

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Implementando o sistema APPCC: por onde começar

O APPCC (Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle), conhecido internacionalmente como HACCP (Hazard Analysis and Critical Control Points) é um dos pilares da segurança de alimentos. Ele ajuda as indústrias a identificar, avaliar e controlar perigos que podem comprometer a qualidade e a inocuidade dos produtos.

Mais do que uma exigência legal, o APPCC é uma ferramenta de gestão que garante confiança ao consumidor e abre portas para novos mercados, inclusive exportações.

O que é o sistema APPCC?

O APPCC é um sistema preventivo que busca evitar a ocorrência de contaminações físicas, químicas ou biológicas durante o processo produtivo. Diferente de métodos corretivos (que agem após o problema), o APPCC atua de forma proativa, identificando riscos e estabelecendo controles antes que eles aconteçam.

Ele é reconhecido por órgãos como a ANVISA, o MAPA e organizações internacionais, sendo parte essencial de certificações como ISO 22000 e FSSC 22000.

Por que implementar o APPCC?

Implementar o APPCC traz benefícios diretos para a indústria de alimentos, bebidas e agroindústrias em geral:

  • Redução de perdas e retrabalhos por contaminação ou falhas de processo

  • Maior confiança do mercado e credibilidade junto a clientes e órgãos fiscalizadores

  • Facilidade em auditorias e certificações de qualidade e segurança de alimentos

  • Atendimento à legislação vigente, que exige programas de autocontrole e sistemas de segurança estruturados

Em resumo, o APPCC é uma base sólida para quem busca competitividade e conformidade regulatória.

Os 7 princípios do APPCC

O sistema APPCC é estruturado em sete princípios fundamentais, que orientam todas as etapas da sua implementação:

  • Análise de perigos
    Identificar possíveis perigos biológicos (bactérias, fungos, vírus), químicos (resíduos de produtos de limpeza, pesticidas) e físicos (fragmentos de vidro, metal, plástico) em cada etapa do processo.

  • Determinação dos Pontos Críticos de Controle (PCCs)
    Identificar os pontos onde é possível controlar o risco, por exemplo: temperatura de cozimento, tempo de pasteurização, ou peneiramento final.

  • Estabelecimento de limites críticos
    Definir valores que garantam a segurança do produto (ex.: temperatura mínima de 75 °C para garantir destruição de microrganismos patogênicos).

  • Monitoramento dos PCCs
    Criar um plano de acompanhamento e registros, garantindo que os limites críticos estão sendo respeitados.

  • Ações corretivas
    Definir o que fazer se um limite crítico for ultrapassado, por exemplo, reprocessar o lote, ajustar equipamentos, ou descartar produtos.

  • Procedimentos de verificação
    Avaliar se o sistema está funcionando conforme o planejado, por meio de auditorias internas, calibração de instrumentos, ou análises laboratoriais.

  • Registros e documentação
    Manter todos os registros das etapas anteriores, servindo como evidência da implementação e da eficácia do sistema.

Por onde começar a implementação do APPCC

A implantação de um sistema APPCC eficiente exige planejamento e envolvimento de toda a equipe. Veja o passo a passo:

1. Forme uma equipe multidisciplinar

Monte um grupo responsável pelo desenvolvimento e aplicação do sistema, incluindo profissionais da qualidade, produção, manutenção e gestão. Cada membro deve compreender seu papel no controle dos riscos.

2. Descreva o produto e sua utilização

Detalhe o produto, matérias-primas, processo, forma de consumo (cozido, pronto para o consumo, refrigerado etc.) e público-alvo. Isso ajuda a entender quais perigos são relevantes.

3. Elabore o fluxograma de processo

Desenhe todas as etapas, desde o recebimento da matéria-prima até o produto final. Esse fluxograma será essencial para a análise de perigos e definição dos PCCs.

4. Valide o fluxograma no local

Confirme se o fluxograma representa fielmente a prática da fábrica. Muitas falhas acontecem quando o diagrama não reflete a realidade da produção.

5. Aplique os 7 princípios do APPCC

A partir do fluxograma validado, siga os sete princípios descritos acima, documentando cada etapa e criando formulários de registro.

6. Treine os colaboradores

Todos os envolvidos devem entender o que é o APPCC, por que ele é importante e como devem atuar no controle dos PCCs. A conscientização é essencial para o sucesso do sistema.

7. Monitore, verifique e melhore

O APPCC é um sistema vivo e deve ser revisto sempre que houver alterações no processo, matérias-primas ou produtos. Auditorias internas e revisões periódicas garantem sua eficácia contínua.

Dicas práticas para uma implementação eficiente

  • Comece simples: implemente em uma linha de produção e expanda gradualmente.

  • Mantenha a documentação organizada: facilita auditorias e inspeções.

  • Invista em capacitação: conhecimento técnico é o maior aliado da prevenção.

  • Integre-se com outros programas de qualidade: BPF, POPs e PACs formam a base do APPCC.

Como a Lignum Consultoria pode ajudar

Com mais de 15 anos de experiência no setor de alimentos e agroindústria, a Lignum Consultoria e Engenharia auxilia empresas em todas as etapas da implantação do sistema APPCC, desde o diagnóstico inicial até o treinamento da equipe e adequação às exigências da ANVISA e do MAPA.

Nosso time de especialistas elabora soluções personalizadas para que sua empresa garanta segurança, eficiência e conformidade regulatória.

Entre em contato e descubra como implantar o APPCC de forma prática e eficiente na sua indústria.

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Controle de pragas, água e higiene: erros comuns que levam à reprovação em auditorias

No setor de alimentos e bebidas, as auditorias sanitárias são fundamentais para avaliar se a indústria cumpre os requisitos das legislações brasileiras. Entre os pontos mais críticos, três aparecem constantemente como causa de não conformidades: controle de pragas, qualidade da água e higiene.

Falhas nessas áreas comprometem não apenas a aprovação em auditorias do MAPA e da Vigilância Sanitária, mas também a segurança dos alimentos e a credibilidade da marca.

A seguir, destacamos os erros mais comuns e como evitá-los.

1. Controle de pragas: armadilhas mal posicionadas e registros incompletos

O Programa de Controle de Pragas é obrigatório em qualquer indústria de alimentos. Os erros mais frequentes incluem:

  • Instalar armadilhas apenas em alguns pontos, deixando áreas descobertas.

  • Não substituir iscas na frequência adequada ou esquecer de registrar as trocas.

  • Falta de barreiras físicas (vedações em portas, telas em janelas e ralos protegidos).

  • Acúmulo de resíduos próximos à produção, atraindo insetos e roedores.

Como evitar: Garanta um controle sistemático e documentado. Todos os relatórios de inspeção, trocas e monitoramento devem estar organizados e disponíveis para auditorias.

2. Água: ausência de análises periódicas

A água utilizada no processo produtivo precisa ser potável e atender aos padrões legais de qualidade. Os erros mais comuns são:

  • Deixar de realizar análises periódicas (físico-químicas e microbiológicas).

  • Usar caixas d’água sem tampas adequadas ou sem higienização regular.

  • Utilizar poços ou cisternas sem laudos técnicos que atestem a potabilidade.

Como evitar: Tenha um plano de monitoramento da água, definindo frequência das análises e arquivando todos os laudos. Essa prática demonstra controle e seriedade perante os auditores.

3. Higiene: falhas em POPs e treinamentos

A higiene, tanto estrutural quanto operacional, é um dos pontos mais sensíveis em auditorias de BPF. Alguns erros recorrentes são:

  • Falta de POPs (Procedimentos Operacionais Padrão) para higienização de equipamentos e superfícies.

  • Uso de produtos de limpeza sem especificação ou fora da concentração correta.

  • Lavatórios insuficientes ou distantes das áreas de manipulação.

  • Funcionários sem treinamento adequado em higiene pessoal e uso incorreto de EPIs.

Como evitar: Estruture um Programa de Higienização com etapas claras, responsáveis definidos, frequência e registros. Realize treinamentos periódicos para manter a equipe alinhada às exigências das auditorias.

4. Impacto da reprovação em auditorias

A reprovação em uma auditoria sanitária pode gerar consequências sérias: desde advertências e multas até a interdição parcial ou total da produção. Muitas vezes, os problemas não são estruturais, mas sim detalhes simples que poderiam ser corrigidos com monitoramento contínuo.

Garantir um bom desempenho em auditorias exige atenção constante a três pilares: controle de pragas, qualidade da água e higiene. Esses pontos devem ser tratados como parte estratégica da gestão da qualidade, e não apenas como exigência burocrática.

Empresas que mantêm programas bem estruturados reduzem riscos, passam por auditorias com tranquilidade e fortalecem sua imagem de confiança no mercado de alimentos.


Se a sua indústria precisa de apoio para implementar ou revisar programas de Boas Práticas de Fabricação, Programas de Autocontrole e auditorias internas, a Lignum Consultoria está pronta para ajudar com soluções personalizadas e alinhadas às exigências do MAPA e da Vigilância Sanitária.

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Passo a passo para levar seu alimento artesanal ao supermercado

O que muda na escala de produção e quais exigências legais você precisa cumprir

Levar um produto artesanal para as prateleiras de supermercados é um grande passo de crescimento e traz novas oportunidades de vendas e visibilidade. Mas também muda tudo: volume de produção, controle de qualidade, embalagem, logística e, especialmente, exigências regulatórias. Abaixo está um guia prático, passo a passo, para você entender o que precisa ser feito para escalar com segurança e vender em canais formais.

1. Planejamento inicial: avalie capacidade e demanda

Antes de fechar acordo com um ponto de venda, faça um diagnóstico realista:

  • Capacidade produtiva atual: quantos litros/peças/unidades você produz por dia/semana?

  • Demanda esperada: qual o volume mínimo solicitado pelo supermercado (pedidos semanais, quinzenais)?

  • Margem e preço: calcule custo de produção, embalagem, logística e a margem necessária para negociar com o varejo.

  • Lead time: quanto tempo você demora para produzir e repor? Supermercados exigem prazos curtos e constância.

Ação prática: faça uma planilha simples com capacidade atual vs. demanda prevista e identifique gaps (equipamentos, mão de obra, fornecedores).

2. Adequação produtiva: equipamentos, layout e pessoal

Ao aumentar o volume, erros de processo se amplificam. Estruture a produção para qualidade e repetibilidade:

  • Equipamentos: verifique se as máquinas suportam volume maior; inclua equipamentos para higiene (lavagem, sanitização), controle de temperatura (câmara fria, pasteurização) e envase/embalagem em escala.

  • Layout e fluxo: evite cruzamento entre áreas “suja” e “limpa”; organize fluxo de matéria-prima → processamento → embalagem. Um bom layout reduz riscos de contaminação.

  • Pessoal: treine operadores nas boas práticas, higiene e registros. Considere contratar alguém para qualidade/controle.

  • Manutenção preventiva: implemente um plano de manutenção para evitar paradas inesperadas.

Ação prática: desenhe (mesmo que à mão) o layout atual e o ideal; liste equipamentos prioritários.

3. Controle de qualidade e gestão documental

Com aumento de escala, o controle documentado é imprescindível:

  • Boas Práticas de Fabricação (BPF) e Programas de Autocontrole (PAC): documente procedimentos de limpeza, armazenamento, rastreabilidade, controle de pragas, água, manutenção e higiene operacional.

  • Registro de lotes e rastreabilidade: adote um sistema simples de códigos de lote e registros de produção (data, operador, processo, observações).

  • Análises laboratoriais: estabeleça parcerias com laboratórios para análises microbiológicas, físico-químicas e de resíduos quando aplicável.

  • Controle de validade e shelf life: realize testes ou valide o prazo de validade para prateleira e transporte.

Ação prática: comece um “caderno de produção” (físico ou digital) e registre cada lote; rastreie problemas e ações corretivas.

4. Embalagem e rotulagem: requisitos que não podem faltar

Supermercados e órgãos fiscalizadores exigem informação clara e padrão:

  • Rotulagem obrigatória: lista de ingredientes por ordem decrescente, peso líquido, dados do fabricante (razão social, CNPJ, endereço), lote, data de fabricação e validade, condições de conservação, instruções de uso, e informações nutricionais quando aplicável.

  • Claims e alegações: se mencionar “natural”, “artesanal”, “sem conservantes” ou “orgânico”, certifique-se de que há respaldo técnico/documental.

  • Código de barras (EAN/GTIN): necessário para venda em redes que utilizam automação de caixa.

  • Embalagem adequada: resistente ao transporte, que proteja o produto (barreiras, selagem, proteção contra umidade) e atenda exigências de higiene.

Ação prática: contrate um designer/embalador que conheça regulamentação; peça provas físicas antes da impressão em grande tiragem.

5. Exigências legais: registros e autorizações

Dependendo do tipo de produto, órgãos e normas variam. Os principais pontos:

  • Registro/Alvará do estabelecimento: muitas operações precisarão de registro no órgão competente (MAPA para produtos de origem animal, fiscalizações municipais/ANVISA para outros alimentos). Verifique a exigência específica ao seu produto.

  • Registro de produto (quando aplicável): alguns fertilizantes, corretivos e produtos de origem animal exigem registro de produto. Para alimentos processados, atente-se às normas de rotulagem e notificações.

  • Vigilância Sanitária municipal/estadual: licença e inspeção sanitária do estabelecimento.

  • Licenças ambientais: dependendo do processo, pode ser exigida licença ambiental ou controle de resíduos.

  • Nota fiscal eletrônica: obrigatória para operações com o varejo; regularize tributação, inscrição estadual e emissão de NF-e.

  • Seguro e responsabilidade: considere seguro de responsabilidade civil e seguro de transporte para cargas.

Ação prática: faça um checklist de documentos obrigatórios para seu produto (ex.: alvará, registro no MAPA, vigilância sanitária, laudos de água) e marque o status.

6. Logística e distribuição

Entregar ao varejo exige organização de transporte, prazos e condições:

  • Condições de transporte: para produtos sensíveis (queijos, congelados) é essencial manter a cadeia de frio; use transportadoras especializadas.

  • Frequência de entrega e logística reversa: negocie dias fixos e políticas de devolução/retorno de mercadorias.

  • Volumes mínimos e estoque de segurança: calcule estoque para atender pedidos sem faltar.

  • Embalagem secundária: caixas, paletes e proteção para transporte e exposição.

Ação prática: faça simulações de frete e custo por caixa para a rota até o supermercado.

7. Negociação com o supermercado e contratos

Além da entrega, negocie condições comerciais:

  • Termos de fornecimento: preço, prazo de pagamento, prazo de entrega, volumes, penalidades por atraso.

  • Condições de exposição: espaço na gôndola, planograma, promoções e devoluções.

  • Condições de qualidade e auditoria: supermercados podem exigir certificações ou auditorias periódicas.

Ação prática: prepare uma proposta comercial clara (ficha técnica do produto, preço, volume mínimo, prazo de entrega) e documentação de conformidade.

8. Planejamento financeiro: custos e precificação

Avalie impacto financeiro da escala:

  • Investimentos iniciais: equipamentos, reforma de instalações, embalagens e rotulagem, softwares, treinamentos.

  • Custos operacionais recorrentes: matéria-prima, mão de obra, energia, manutenção, transporte.

  • Precificação real: inclua custos variáveis e fixos, margem de lucro e condições comerciais do varejo (descontos, prazos de pagamento).

  • Fluxo de caixa: supermercados geralmente pagam com prazo (30, 45 ou 60 dias); prepare capital de giro.

Ação prática: monte uma projeção de 6 meses com cenários (conservador, esperado, otimista).

9. Comunicação e marca: posicionamento para o varejo

Para ganhar destaque e vender em supermercados:

  • Ficha técnica do produto: ingredientes, processo, características sensoriais, garantia de qualidade.

  • Material de PDV: degustação, display e materiais informativos.

  • Rastreabilidade e transparência: conte a história do produto, origem dos ingredientes e processos artesanais — mas sempre com veracidade e respaldo técnico.

Ação prática: crie um kit comercial com amostras, ficha técnica e documentação de conformidade.

10. Cronograma simplificado (exemplo)

Um fluxo sugerido para levar à prateleira:

  • Avaliação de capacidade e planejamento (1–2 semanas)

  • Adequações de processo e investimento (1–3 meses)

  • Elaboração de BPF/PAC e implementação de controle de qualidade (1–2 meses paralelos)

  • Testes de shelf life e rotulagem (2–4 semanas)

  • Regularizações e licenças (variável: 1–6 meses conforme produto/órgão)

  • Negociação com supermercado e primeiros pedidos (1–4 semanas)

Checklist prático (resumido)

Antes de vender ao supermercado, verifique:

  • Capacidade de produção para o volume solicitado

  • Layout e fluxo produtivo adequados

  • BPF e PAC documentados e implementados

  • Registro/alvará do estabelecimento (MAPA/ANVISA/vigilância)

  • Rotulagem conforme legislação (ingredientes, lote, validade, fabricante)

  • Código de barras (EAN/GTIN)

  • Sistema de rastreabilidade por lote

  • Transportadora e logística definida (cadeia de frio, se necessário)

  • Proposta comercial e contrato de fornecimento

  • Fluxo de caixa/capital de giro para prazos do varejo

FAQ rápido

Preciso de registro no MAPA para todos os alimentos?
Depende do tipo de produto. Produtos de origem animal geralmente demandam registro no MAPA; outros produtos podem ser regulamentados pela vigilância sanitária municipal/ANVISA. Consulte a classificação do seu produto.

Quanto tempo leva para regularizar?
Varia muito: desde algumas semanas (casos simples) até vários meses (registro de produto). Planeje com margem.

Posso vender sem registro em mercados locais?
Em muitos casos há aceitação em feiras e vendas diretas, mas para vendas em supermercados e em maior escala, a regularização é exigida.

Próximo passo (call to action)

Se você quer levar seu produto para o supermercado sem surpresas, comece com uma Análise de Viabilidade Regulatória. Nesta avaliação, nossa equipe analisa sua produção, documentação e sugere o plano prático para adequação e registro.

Agende sua Análise de Viabilidade Regulatória gratuita: [inserir link para agendamento]



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Controle de Custos na Indústria de Alimentos: Estratégias que Aumentam a Lucratividade

Na indústria de alimentos, cada centavo conta. Em um mercado competitivo, onde o consumidor busca qualidade, preço justo e segurança, controlar os custos não é apenas uma questão de economia, é uma estratégia essencial para manter a lucratividade e garantir a sustentabilidade do negócio a longo prazo.

Muitas empresas ainda tratam o controle de custos como algo pontual, revisado apenas quando a margem de lucro começa a cair. No entanto, quando o controle é estruturado e contínuo, ele se transforma em uma ferramenta poderosa para prevenir desperdícios, melhorar processos e aumentar a competitividade.

Entendendo os custos na produção de alimentos

Antes de falar sobre estratégias, é importante conhecer os diferentes tipos de custos que impactam diretamente o preço final do produto.

  • Custos fixos: são aqueles que não variam de acordo com a produção, como aluguel, energia, salários e manutenção preventiva.

  • Custos variáveis: mudam conforme o volume produzido, como matérias-primas, embalagens, insumos e logística.

  • Custos ocultos ou indiretos: muitas vezes negligenciados, incluem perdas por retrabalho, desperdício de matéria-prima, devoluções e falhas de armazenagem.

Um mapeamento detalhado de todos esses custos é o ponto de partida para qualquer plano de melhoria.

Estratégias para reduzir custos sem perder qualidade

O grande desafio para empresas do setor é cortar gastos sem comprometer o padrão do produto. Para isso, algumas ações podem fazer a diferença:

  • Mapeamento e monitoramento de processos: identificar gargalos e etapas ineficientes permite eliminar retrabalhos e perdas.

  • Padronização de procedimentos: reduz falhas humanas e garante maior previsibilidade na produção.

  • Implantação de Boas Práticas de Fabricação (BPF): melhora a segurança do alimento e evita perdas por contaminação ou inadequação às normas.

  • Negociação estratégica com fornecedores: firmar contratos de fornecimento e buscar alternativas mais econômicas de insumos.

  • Uso de tecnologia: softwares de gestão e automação industrial ajudam a integrar dados e tomar decisões mais rápidas e precisas.

Controle de custos como motor da lucratividade

Quando o controle de custos é feito de forma estratégica, a empresa não apenas economiza, mas também otimiza recursos e melhora sua eficiência produtiva. Isso se reflete em preços mais competitivos, maior fidelização de clientes e maior capacidade de reinvestimento no próprio negócio.

Além disso, um bom controle facilita a formação de preços justos, permitindo que a empresa seja competitiva sem sacrificar sua margem de lucro.

Como a Lignum pode ajudar

A Lignum Consultoria e Engenharia atua há mais de 15 anos auxiliando empresas da indústria de alimentos a mapear custos, identificar oportunidades de melhoria e implementar processos eficientes. Nossa equipe técnica trabalha lado a lado com o cliente, garantindo que cada ajuste traga resultados reais e sustentáveis para o negócio.

Se a sua empresa quer produzir com mais eficiência e lucrar mais sem aumentar os custos, nós podemos ajudar a transformar esse objetivo em realidade.


Leia também: Guia para Regularização de Estabelecimentos e Bebidas junto ao MAPA

 

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Alimentos Plant-Based: Como as Indústrias Podem se Adaptar às Novas Demandas do Mercado

Nos últimos anos, o mercado de alimentos plant-based tem ganhado força no Brasil e no mundo. O termo, que se refere a produtos à base de plantas, não necessariamente veganos, representa uma mudança importante no comportamento do consumidor que busca alimentos mais saudáveis, sustentáveis e éticos, sem abrir mão do sabor e da praticidade. Essa transformação afeta diretamente as indústrias de alimentos, que precisam se adaptar para atender a essa nova demanda.

Oportunidade para inovar e diversificar

Cada vez mais pessoas optam por reduzir o consumo de carne e derivados de origem animal, mesmo sem excluir esses alimentos completamente da dieta. Isso abre espaço para a reformulação de produtos tradicionais, como hambúrgueres, salsichas, iogurtes, leites e queijos, em versões plant-based. Ao lançar novas linhas vegetais ou substituir parte da linha convencional, a indústria pode alcançar nichos crescentes, como o público vegano, vegetariano, intolerante à lactose ou com foco em saúde e bem-estar.

Essa mudança não é apenas uma tendência de consumo. É também uma oportunidade estratégica de posicionamento de mercado, com forte apelo comercial e de comunicação. As empresas que saem na frente com produtos bem desenvolvidos e devidamente regularizados se destacam em um setor competitivo e em constante transformação.

Os desafios da adaptação industrial

Apesar das oportunidades, a transição para produtos plant-based traz desafios técnicos e operacionais. A formulação desses alimentos exige conhecimento sobre ingredientes funcionais e aditivos naturais que proporcionem textura, sabor e estabilidade semelhantes aos produtos tradicionais. Além disso, pode ser necessário adequar linhas de produção, revisar o layout da fábrica e atualizar os Programas de Autocontrole (PACs), especialmente no que se refere ao controle de ingredientes e à prevenção de contaminações cruzadas.

Outro ponto importante é a capacitação da equipe. A mudança no perfil dos produtos exige novos procedimentos de controle de qualidade, testes laboratoriais e, muitas vezes, ajustes nas práticas de higiene, rotulagem e armazenamento. O investimento em atualização técnica e organizacional é essencial para o sucesso dessa nova etapa.

Exigências regulatórias para produtos plant-based

Do ponto de vista regulatório, a produção e comercialização de alimentos plant-based exigem atenção às normas específicas da Anvisa e do MAPA, dependendo do tipo de produto. Alimentos industrializados de origem vegetal devem seguir boas práticas de fabricação e, em alguns casos, podem precisar de registro junto ao MAPA, conforme a categoria e os ingredientes utilizados.

A rotulagem também deve estar de acordo com as regras da Resolução RDC nº 429/2020, que trata da rotulagem nutricional obrigatória, e com os Regulamentos Técnicos de Identidade e Qualidade (RTIQ), quando aplicável. Além disso, o uso de expressões como “plant-based”, “vegano” ou “sem ingredientes de origem animal” deve ser feito com cuidado, para não induzir o consumidor ao erro.

Como a Lignum pode ajudar nesse processo

A Lignum Consultoria e Engenharia atua apoiando empresas que desejam ingressar ou se consolidar no mercado de alimentos plant-based. Com uma equipe técnica experiente e foco em inovação, oferecemos suporte desde a implantação de processos produtivos, adequação do layout da fábrica e implantação de PACs personalizados, até a regularização junto aos órgãos competentes e a elaboração da rotulagem conforme a legislação.

Nosso objetivo é permitir que a sua empresa aproveite todo o potencial desse segmento em crescimento, com segurança regulatória, eficiência produtiva e diferencial competitivo.


Leia também: Boas Práticas para Serviços de Alimentação: Orientações Baseadas na RDC 216/2004 da ANVISA

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Fontes: