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Importação para indústria de alimentos: o que muda?

A importação de alimentos e ingredientes é uma estratégia cada vez mais utilizada por indústrias que buscam reduzir custos, diversificar fornecedores, acessar matérias-primas de maior qualidade ou incorporar ingredientes exclusivos aos seus produtos. No entanto, importar para uma indústria de alimentos envolve exigências muito diferentes daquelas aplicadas à importação de produtos para consumo próprio ou para simples revenda.

Além dos procedimentos aduaneiros, as empresas precisam atender a uma série de requisitos sanitários, regulatórios e documentais para garantir que os produtos possam ingressar no país de forma legal e segura.

Neste artigo, você entenderá o que muda quando a importação é destinada à indústria de alimentos e quais cuidados são essenciais para evitar atrasos, custos extras e problemas com os órgãos fiscalizadores.

Por que as indústrias importam alimentos e ingredientes?

Diversas empresas recorrem à importação para tornar seus processos mais competitivos. Entre os principais motivos estão:

  • acesso a matérias-primas não produzidas no Brasil;

  • redução de custos de produção;

  • maior disponibilidade de ingredientes específicos;

  • melhoria da qualidade dos produtos;

  • acesso a novas tecnologias e insumos;

  • diversificação de fornecedores internacionais.

Essa estratégia pode representar uma importante vantagem competitiva, desde que seja conduzida com planejamento e dentro da legislação.

A importação industrial possui exigências específicas

Ao importar produtos destinados ao processo produtivo, a empresa deixa de lidar apenas com questões comerciais e passa a atender também às exigências dos órgãos responsáveis pela fiscalização sanitária.

Dependendo do tipo de produto, a importação poderá envolver procedimentos junto ao MAPA, à ANVISA e à Receita Federal, além de outros órgãos que atuam no controle do comércio exterior.

Por isso, conhecer previamente as exigências aplicáveis evita atrasos na liberação da carga e reduz riscos de não conformidade.

A documentação deve estar completa

Um dos principais fatores que atrasam processos de importação é a inconsistência documental.

Entre os documentos normalmente exigidos estão:

  • Commercial Invoice;

  • Packing List;

  • Conhecimento de Embarque;

  • Certificados exigidos para o produto;

  • documentos de origem;

  • licenças e autorizações, quando aplicáveis.

Cada operação pode apresentar exigências específicas conforme o tipo de alimento ou ingrediente importado.

Nem todo alimento segue as mesmas regras

As exigências variam conforme a natureza do produto.

Por exemplo, ingredientes destinados ao processamento industrial podem possuir requisitos diferentes daqueles aplicáveis a alimentos prontos para consumo.

Da mesma forma, produtos de origem animal, vegetal ou de uso misto costumam seguir procedimentos específicos de fiscalização.

Por isso, é importante identificar corretamente o enquadramento do produto antes mesmo da negociação com o fornecedor internacional.

Planejamento reduz custos e atrasos

Uma importação mal planejada pode gerar diversos prejuízos para a indústria.

Entre eles:

  • retenção da carga;

  • custos adicionais de armazenagem;

  • atrasos na produção;

  • necessidade de complementação documental;

  • multas;

  • aumento do custo final do produto.

Realizar uma análise técnica antes da importação permite antecipar possíveis exigências e reduzir significativamente esses riscos.

A rastreabilidade também é essencial

Após a entrada da mercadoria no país, a empresa deve manter um controle eficiente sobre os ingredientes utilizados no processo produtivo.

A rastreabilidade facilita auditorias, demonstra conformidade com a legislação e permite identificar rapidamente a origem das matérias-primas utilizadas em cada lote produzido.

Esse controle também fortalece a gestão da qualidade e aumenta a segurança dos alimentos fabricados.

Conte com apoio especializado

A importação para uma indústria de alimentos envolve etapas que vão muito além da compra internacional. Aspectos regulatórios, sanitários, documentais e logísticos precisam ser considerados desde o planejamento da operação até a liberação da carga.

Contar com especialistas reduz erros, evita custos desnecessários e proporciona mais segurança durante todo o processo.

Importe com segurança e tranquilidade

Importar ingredientes ou alimentos destinados ao processo industrial pode representar uma excelente oportunidade para aumentar a competitividade da empresa. No entanto, o sucesso da operação depende do correto atendimento às exigências legais e do planejamento de cada etapa da importação.

A Lignum Consultoria e Engenharia oferece suporte completo para empresas que desejam importar alimentos, ingredientes e matérias-primas com segurança. Nossa equipe auxilia na análise regulatória, documentação técnica, atendimento às exigências do MAPA e da ANVISA, além de orientar sua empresa durante todo o processo de importação. Com a Lignum, sua indústria importa com mais segurança, reduz riscos e mantém suas operações em conformidade com a legislação brasileira.

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O que são as Boas Práticas de Fabricação (BPF) de Alimentos?

Se você trabalha com a manipulação de alimentos provavelmente já ouviu falar sobre as Boas Práticas de Fabricação (BPF), mas você compreende sobre a sua magnitude e importância para a qualidade do seu alimento? 

Se você atua na cadeia produtiva de alimentos e ainda possui dúvidas a respeito das BPFs, não deixe de ler este post!

Mas afinal, o que são as Boas Práticas de Fabricação de Alimentos?

As Boas Práticas de Fabricação englobam um conjunto de medidas que devem ser aplicadas em toda a cadeia produtiva de alimentos com o intuito de garantir a segurança sob o ponto de vista das condições de higiene.

Checklists de verificação periódica, instruções de trabalho (ITs) e procedimentos operacionais padrão (POPs) fazem parte das BPF e evitam que doenças que podem ser transmitidas por alimentos se propaguem. Basicamente, o conceito se baseia no controle do que é produzido e entregue aos clientes.

O BPF, acima de tudo, é obrigatório e pode gerar multas!

A Agência Nacional de Vigilângia Sanitária (ANVISA) é o órgão brasileiro responsável por coordenar, supervisionar e controlar as atividades de registro, inspeção, fiscalização e controle de riscos na área de alimentos. 

Em relação às BPF, as principais legislações sancionadas pela ANVISA são:

  • A Portaria SVS/MS n° 326/97 se baseia nos “Princípios Gerais de Higiene dos Alimentos” do Codex Alimentarius, que estabelece os requisitos gerais das condições de higiene sob o ponto de vista sanitário e de Boas Práticas de Fabricação para produtores e indústrias de alimentos;
  • Resolução RDC n° 275/2002 ato normativo complementar à Portaria SVS/MS n° 326/97 e introduz o controle contínuo dos Manuais e o seu conteúdo, promovendo a harmonização das inspeções sanitárias;
  • A Portaria MS N° 1.428/93 estabelece as diretrizes para o estabelecimento das BPFs na área de alimentos.

Sendo que é importante ressaltar que a ausência ou não adequação das Boas Práticas de Fabricação podem levar a consequências que vão desde advertências e multas até o cancelamento do alvará de licenciamento do estabelecimento.

O BPF também é essencial para o registro de estabelecimento e produtos no MAPA e ANVISA, leia também: Serviços de Inspeção: a diferente entre SIF, SIE e SIM

E o que deve ser considerado ao elaborar as BPF para sua indústria?

Um programa de BPF é dividido nos seguintes itens: instalações industriais; pessoal; operações; controle de pragas; controle da matéria-prima; registros e documentação e rastreabilidade.

Instalações Industriais: 

As instalações devem levar em conta a facilidade de sanitização e de limpeza e as normas de construção de acordo com a legislação em vigor. 

A planta baixa da agroindústria deve possibilitar um fluxo contínuo da produção, de forma que não haja contato do produto processado com a matéria-prima no ambiente de processamento;

Leia também: Projeto de fábrica: Garante a Segurança dos Alimentos e Otimize a sua Produção

Pessoal: 

Os funcionários envolvidos no processamento de alimentos devem receber treinamento periódico e constante sobre as práticas sanitárias de manipulação de alimentos e de higiene pessoal que fazem parte das BPF. 

Os hábitos regulares de higiene devem ser estritamente observados e inspecionados, diariamente, pelo supervisor (responsável técnico) da agroindústria, como a sanitização das mãos, uso de adornos, aparência, uniformes, entre outros.

Operações:

As boas práticas de fabricação se aplicam desde a recepção da matéria prima passando pelo processo e até o armazenamento e expedição do produto acabado. Portanto, os procedimentos devem ser observados nas respectivas áreas onde ocorrem estas operações de processamento.

Como por exemplo, na recepção da matéria prima devem ser adotados critérios para o controle de qualidade do produto, durante o processamento devem haver um controle dos parâmetros de cada etapa de fabricação de forma a ser registrado, de acordo com a data e lote dos produtos. 

Controle de Pragas:

O controle de pragas corresponde a todas as medidas necessárias para evitar a presença de insetos, roedores e pássaros no local de produção. O controle deve ser realizado nas áreas interna e externa da fábrica.

Como por exemplo, deve ser feita a vedação correta das portas, forros, janelas e instalação de barreiras e deve-se utilizar ralos sifonados com tampas do tipo “abre-fecha”.

Registro e Documentação:

Os documentos que constam na documentação de BPF são o manual e os procedimentos operacionais padronizados

Manual de Boas Práticas de Fabricação: é o documento que descreve as operações realizadas pelo estabelecimento, incluindo, no mínimo, os requisitos sanitários dos edifícios, a manutenção e higienização das instalações, dos equipamentos e dos utensílios, o controle da água de abastecimento, o controle integrado de vetores e pragas urbanas, controle da higiene e saúde dos manipuladores e o controle e garantia de qualidade do produto final.

Procedimento Operacional Padronizado – POP: procedimento escrito de forma objetiva que estabelece instruções sequenciais para a realização de operações rotineiras e específicas na produção, armazenamento e transporte de alimentos. 

Elaboração de planilhas para os registros e controles:

Cada procedimento descrito gera uma ou mais planilhas de registros das variáveis de produção. Esses registros são importantes para que o processamento seja rastreável a qualquer momento. Outras ocorrências como interrupções e modificações eventuais no processo, devem ser rigorosamente documentadas.

A Lignum pode te ajudar com a elaboração de boas práticas de fabricação.

Entre em contato!

Escrito por: Gabriela Zinato Pereira

Referências:

https://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/item/132846/1/DOC-120.pdf

https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/anvisa/2002/anexos/anexo_res0275_21_10_2002_rep.pdf

https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/svs1/1997/prt0326_30_07_1997.html

https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/1993/prt1428_26_11_1993.html