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Quais produtos para alimentação animal precisam de registro no MAPA?

A comercialização de produtos destinados à alimentação animal no Brasil está sujeita a regras específicas de controle e fiscalização. Para empresas que fabricam, importam, fracionam ou comercializam esses produtos, entender quais produtos precisam de registro no MAPA é uma etapa fundamental para evitar irregularidades e garantir que a atividade possa ser exercida de forma regular.

O Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) é responsável pela regulamentação e fiscalização do setor de alimentação animal. Entre os produtos abrangidos estão rações, suplementos, premixes, núcleos, concentrados, coprodutos, alimentos para animais de companhia, ingredientes e aditivos, entre outras categorias previstas na legislação.

Mas existe um ponto importante: nem todo produto destinado à alimentação animal precisa necessariamente de registro individual no MAPA. Dependendo da categoria, composição, finalidade e origem do produto, ele pode estar sujeito a registro, cadastro ou isenção de registro.

O que é o registro de produtos para alimentação animal?

O registro de produto é um procedimento de regularização utilizado para permitir que determinados produtos destinados à alimentação animal sejam fabricados, importados e comercializados de acordo com as exigências estabelecidas pelo MAPA.

Esse processo envolve a análise das características do produto e de sua documentação, incluindo informações relacionadas à composição, finalidade de uso, classificação, rotulagem e demais requisitos aplicáveis.

Por isso, antes de iniciar a comercialização de uma nova ração, suplemento ou outro produto para alimentação animal, a empresa precisa verificar qual é o enquadramento regulatório correto.

Essa análise é especialmente importante porque um produto pode parecer, à primeira vista, semelhante a outro, mas estar sujeito a exigências diferentes conforme sua composição e finalidade.

Quais produtos estão relacionados à alimentação animal?

O setor de alimentação animal abrange diversas categorias de produtos. Entre elas estão rações, suplementos, premixes, núcleos, concentrados, coprodutos, alimentos para animais de companhia, ingredientes e aditivos. O próprio MAPA mantém listas oficiais de produtos registrados e cadastrados, além de listas de matérias-primas, ingredientes e aditivos aprovados para utilização na alimentação animal.

Isso significa que uma empresa que pretende lançar um produto nesse mercado não deve avaliar somente se ele é uma “ração” ou um “suplemento”. É necessário verificar como o produto é classificado pela legislação e quais procedimentos são aplicáveis à sua categoria.

Todo produto para alimentação animal precisa de registro?

Não. Esse é um dos principais pontos que precisam ser compreendidos pelas empresas.

A legislação brasileira prevê categorias de produtos isentos de registro, desde que sejam atendidas as condições estabelecidas nas normas aplicáveis. O MAPA possui inclusive uma relação específica de produtos que podem ser comercializados sem registro individual, além de procedimentos específicos para esses casos.

Entre as categorias contempladas pelas regras de isenção estão determinados suplementos para ruminantes, suínos e aves, premixes, núcleos, concentrados, rações, ingredientes e aditivos, conforme as condições e listas estabelecidas na legislação.

Por isso, simplesmente concluir que “ração não precisa de registro” ou que “todo suplemento precisa ser registrado” pode levar a uma interpretação incorreta. O enquadramento deve ser analisado caso a caso, considerando as características do produto e as normas vigentes.

Além disso, a isenção de registro do produto não significa que a empresa esteja dispensada de cumprir as demais exigências sanitárias e regulatórias. A própria legislação estabelece que a isenção não elimina as obrigações aplicáveis ao estabelecimento e aos responsáveis técnicos.

E os produtos importados?

Para produtos importados, existe uma particularidade importante.

De acordo com as orientações do MAPA, determinados produtos que seriam isentos de registro quando produzidos no Brasil podem precisar de cadastro quando forem importados. O próprio Ministério disponibiliza um procedimento específico para o cadastro de produto importado isento de registro.

Nesses casos, a empresa importadora precisa estar devidamente regularizada e seguir os procedimentos estabelecidos pelo MAPA antes da importação e comercialização do produto.

Portanto, empresas que trabalham com importação de rações, suplementos, ingredientes ou outros produtos destinados à alimentação animal precisam avaliar não apenas a classificação do produto, mas também sua origem e o procedimento regulatório aplicável.

E as matérias-primas e os aditivos?

Outro ponto importante é a utilização de ingredientes, matérias-primas e aditivos.

O MAPA mantém uma lista de matérias-primas, ingredientes e aditivos aprovados para utilização na alimentação animal. A lista disponível atualmente no portal do Ministério foi atualizada em agosto de 2026.

Dessa forma, antes de desenvolver uma nova formulação, a empresa deve verificar se os componentes utilizados estão contemplados nas categorias e condições permitidas.

Quando uma matéria-prima não consta nas listas aplicáveis, podem existir procedimentos específicos para sua inclusão ou avaliação, dependendo do caso.

Essa etapa é especialmente relevante para empresas que desenvolvem novas formulações, suplementos, ingredientes funcionais ou produtos com componentes ainda pouco utilizados no mercado brasileiro.

Registro do produto é diferente do registro do estabelecimento

Um erro comum é confundir o registro do produto com o registro do estabelecimento.

São procedimentos distintos.

Uma empresa que fabrica, fraciona, importa, exporta ou comercializa determinados produtos destinados à alimentação animal pode precisar estar registrada como estabelecimento no MAPA, independentemente de determinado produto ser individualmente registrado ou estar enquadrado como isento de registro. O MAPA mantém uma relação específica dos estabelecimentos registrados no setor.

Assim, é possível existir uma situação em que:

o produto seja isento de registro, mas o estabelecimento ainda precise estar registrado e cumprir as exigências aplicáveis à sua atividade.

Essa distinção é fundamental para evitar que a empresa interprete a isenção de um produto como uma autorização geral para funcionar sem regularização.

Como saber se meu produto precisa de registro no MAPA?

Para descobrir se determinado produto precisa de registro, cadastro ou se é isento, é necessário analisar algumas informações.

Primeiramente, deve-se identificar a categoria do produto e sua finalidade. Depois, é necessário avaliar sua composição, os ingredientes e aditivos utilizados, o público-alvo animal e a forma de apresentação e comercialização.

Também é importante verificar se o produto é fabricado no Brasil ou importado, pois essa característica pode alterar o procedimento aplicável.

Por fim, devem ser consultadas as normas vigentes e as listas oficiais disponibilizadas pelo MAPA, evitando utilizar informações antigas ou interpretações genéricas para tomar uma decisão regulatória. O próprio Ministério disponibiliza listas de estabelecimentos, produtos registrados e cadastrados e matérias-primas aprovadas.

Quais são os riscos de comercializar um produto sem a regularização adequada?

Colocar um produto no mercado sem verificar corretamente suas exigências regulatórias pode gerar diversos problemas para a empresa.

Além do risco de não conformidades durante fiscalizações, uma classificação incorreta pode resultar em problemas relacionados à rotulagem, formulação, documentação, fabricação, importação e comercialização.

Para uma empresa que está lançando uma nova linha de produtos, corrigir esses problemas depois que o produto já está no mercado pode representar custos significativamente maiores do que realizar a análise regulatória antes do lançamento.

Por isso, a regularização deve ser encarada como uma etapa do desenvolvimento do produto, e não apenas como uma burocracia posterior.

Regularização de produtos para alimentação animal: por onde começar?

O primeiro passo é realizar uma análise regulatória do produto.

A empresa deve reunir informações como composição, finalidade, espécie animal a que se destina, forma de apresentação, fabricante e origem do produto. A partir dessas informações, é possível avaliar seu enquadramento e identificar quais procedimentos precisam ser realizados.

Também é importante verificar a situação do estabelecimento fabricante ou importador, as exigências relacionadas às Boas Práticas de Fabricação (BPF) e a conformidade da rotulagem.

Em outras palavras, a regularização não deve ser analisada apenas como “registrar um produto”. Trata-se de verificar se produto, empresa, processo e documentação estão adequados à legislação.

A Lignum pode ajudar na regularização de produtos para alimentação animal

Para empresas que pretendem fabricar, importar ou comercializar produtos destinados à alimentação animal, contar com suporte técnico especializado pode tornar o processo mais seguro e reduzir o risco de erros durante a regularização.

A Lignum Consultoria e Engenharia oferece suporte para empresas do setor de alimentação animal, auxiliando na regularização junto ao MAPA, registro e cadastro de produtos, adequação documental, rotulagem, formulação e atendimento às exigências regulatórias.

O trabalho começa pela análise do produto e de sua situação regulatória, permitindo identificar qual procedimento é realmente necessário para que a empresa possa atuar de acordo com a legislação vigente.

Sua empresa pretende lançar, fabricar ou importar um produto para alimentação animal? Antes de comercializar, verifique se ele está devidamente regularizado. A Lignum pode ajudar sua empresa a entender as exigências e conduzir o processo de regularização junto ao MAPA.

 

Conheça o serviço de Registro e Regularização de Alimentação Animal da Lignum

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Exportação de petiscos para cães e gatos: o que sua empresa precisa saber

O mercado pet é um dos segmentos que mais crescem no mundo. A busca por alimentos, petiscos e produtos premium para cães e gatos tem aumentado significativamente em diversos países, criando oportunidades para empresas brasileiras que desejam expandir seus negócios para o mercado internacional.

Mas apesar do potencial, muitas empresas ainda têm dúvidas sobre os requisitos para exportar petiscos para pets.

Afinal, basta ter um produto de qualidade?

A resposta é não.

A exportação de alimentação animal envolve exigências regulatórias, sanitárias e documentais que precisam ser atendidas para que os produtos possam entrar legalmente em outros países.

Neste artigo, você vai entender como funciona a exportação de petiscos para cães e gatos e o que sua empresa precisa fazer para acessar esse mercado.

Por que o mercado de petiscos está crescendo?

Nos últimos anos, cães e gatos passaram a ser vistos cada vez mais como membros da família.

Com isso, consumidores em diversos países passaram a buscar produtos que ofereçam:

  • maior qualidade nutricional;

  • ingredientes diferenciados;

  • segurança alimentar;

  • rastreabilidade;

  • produtos naturais e premium.

Esse movimento impulsionou o crescimento do mercado global de pet food e petiscos, criando oportunidades para fabricantes brasileiros.

Existe demanda internacional para produtos brasileiros?

Sim.

O Brasil possui uma das maiores indústrias de alimentação animal do mundo e conta com grande disponibilidade de matérias-primas utilizadas na fabricação de petiscos para cães e gatos.

Produtos como:

  • petiscos desidratados;

  • snacks mastigáveis;

  • biscoitos para cães;

  • produtos à base de carne;

  • petiscos naturais;

despertam interesse crescente em mercados internacionais.

Além disso, muitos importadores buscam fornecedores capazes de garantir qualidade, regularidade de fornecimento e conformidade regulatória.

Exportar petiscos exige mais do que produzir um bom produto

Um erro comum é acreditar que um produto aprovado para venda no Brasil está automaticamente apto para exportação.

Na prática, cada país pode possuir exigências específicas relacionadas a:

  • composição do produto;

  • ingredientes autorizados;

  • rotulagem;

  • certificações;

  • documentação sanitária;

  • habilitação de estabelecimentos.

👉 Ou seja, um produto regularizado no mercado nacional pode exigir adequações para atender requisitos internacionais.

O que sua empresa precisa para exportar petiscos para cães e gatos?

O processo pode variar conforme o país de destino, mas normalmente envolve alguns requisitos fundamentais.

Regularização do estabelecimento

O fabricante deve estar devidamente regularizado perante os órgãos competentes e atender às exigências aplicáveis à produção de alimentação animal.

A estrutura produtiva precisa demonstrar condições adequadas de:

  • higiene;

  • controle de qualidade;

  • rastreabilidade;

  • armazenamento;

  • processamento.

Registro e regularização dos produtos

Dependendo do tipo de produto e das exigências do mercado de destino, pode ser necessário comprovar que os petiscos atendem aos requisitos regulatórios aplicáveis.

A correta classificação do produto é uma etapa fundamental para evitar problemas futuros.

Controle de qualidade e rastreabilidade

Mercados internacionais valorizam empresas capazes de demonstrar:

  • origem das matérias-primas;

  • controle dos processos;

  • monitoramento da produção;

  • rastreamento de lotes.

A rastreabilidade é um dos aspectos mais observados durante avaliações e auditorias.

Adequação da rotulagem

A rotulagem frequentemente exige ajustes para atender à legislação do país importador.

Dependendo do destino, podem existir exigências específicas relacionadas a:

  • idioma;

  • informações nutricionais;

  • ingredientes;

  • alegações de marketing;

  • advertências obrigatórias.

Quais são os principais desafios da exportação?

Entre os desafios mais comuns enfrentados pelas empresas estão:

❌ Falta de conhecimento sobre requisitos internacionais;

❌ Documentação incompleta;

❌ Produtos classificados incorretamente;

❌ Rotulagem inadequada;

❌ Ausência de procedimentos de rastreabilidade;

❌ Falta de preparação para auditorias.

Muitas vezes, esses problemas atrasam negociações e impedem o acesso a mercados promissores.

Sua empresa está preparada para auditorias?

Dependendo do país de destino e do modelo de exportação, auditorias podem fazer parte do processo.

Nessas avaliações, são observados aspectos como:

  • boas práticas de fabricação;

  • controles operacionais;

  • rastreabilidade;

  • registros;

  • capacitação da equipe.

Empresas que se preparam antecipadamente reduzem significativamente o risco de não conformidades.

Vale a pena investir na exportação de petiscos?

Para muitas empresas, sim.

Além de ampliar mercados, a exportação pode proporcionar:
✔️ novas oportunidades comerciais;

✔️ valorização da marca;

✔️ acesso a mercados premium;

✔️ diversificação de receitas;

✔️ redução da dependência do mercado interno.

Com o crescimento contínuo do setor pet em diversos países, a tendência é que a demanda por produtos diferenciados continue aumentando.

Como a Lignum pode ajudar sua empresa?

A exportação de alimentação animal envolve requisitos técnicos, regulatórios e documentais que precisam ser conduzidos de forma estratégica.

A Lignum Consultoria e Engenharia auxilia empresas em etapas como:

✔️ Regularização de estabelecimentos;

✔️ Adequação de processos;

✔️ Orientação regulatória;

✔️ Preparação documental;

✔️ Apoio em auditorias;

✔️ Suporte para exportação de alimentação animal.

Nosso objetivo é ajudar empresas a reduzirem riscos, evitarem retrabalho e acessarem o mercado internacional com mais segurança.

Sua empresa está pronta para exportar petiscos para cães e gatos?

O mercado internacional oferece excelentes oportunidades para fabricantes brasileiros de alimentação animal.

Mas para transformar essas oportunidades em negócios reais, é fundamental estar preparado para atender às exigências regulatórias e sanitárias dos mercados de destino.


📩 Entre em contato com a Lignum Consultoria e Engenharia e descubra como podemos ajudar sua empresa a exportar petiscos para cães e gatos com mais segurança e conformidade.